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19 de Agosto de 2018

Quatro acusados de matar líderança do MST na Bahia são presos, outros dois conseguem fugir

  • Publicado em Bahia

Foram presos pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira, 11 de julho, em Iguaí, na região sudoeste, quatro suspeitos de envolvimento na morte de um líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) Fábio dos Santos (foto), assassinado com 15 tiros em 2 de abril de 2013 no povoado de Palmeirinha, zona rural da cidade. As prisões ocorreram nas respectivas residências dos acusados, em Iguaí, onde a polícia encontrou armas de fogo. Veja a seguir a relação dos presos na operação policial que cumpriu ainda 22 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades com 15 equipes de policiais:

1 - Délcio Nunes Santos, fazendeiro;

2 - Fabiano Cunha Borges, comerciante;

3 - Arenaldo Novais da Silva, vaqueiro;

4 - Neuton Muniz da Silva, vaqueiro.

Foragidos - Também envolvidos no crime, o fazendeiro Welder Leonardo Gusmão Amaral e o vaqueiro Ricardo Neves de Oliveira não foram localizados e estão foragidos. Todos eles tiveram a prisão decretada em abril pela Justiça Criminal local.

Demora - De acordo com o jornal Correio, o juiz Reno Soares Viana disse que “a Secretaria de Segurança Pública informou que precisaria de tempo para organizar o cumprimento [das prisões], para evitar situações de conflito agrário”, justificando a demora. Titular da Vara do Júri e Execuções Penais de Vitória da Conquista, Reno ficou responsável pelo caso por sorteio do Tribunal de Justiça da Bahia, que fez isso após vários colegas da magistratura de Iguaí e região se colocarem como impedidos de atuar no processo.

 

Operação - A Polícia Civil informou que nas buscas e apreensões foram: revólveres, espingardas, um rifle e munições. Os envolvidos no crime foram denunciados à Justiça somente em julho de 2017 pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O fazendeiro Délcio Nunes Santos e o vaqueiro Ricardos Neves de Oliveira são acusados de terem recebido R$ 10 mil para executarem a vítima. Eles teriam sido contratados pelos vaqueiros Arenaldo Novais da Silva e Neuton Muniz da Silva. E os mandantes, segundo o MP-BA, são o fazendeiro Welder Leonardo Gusmão Amaral e o comerciante Márcio Fabiano Cunha Borges. O MP-BA apontou como um dos motivos do homicídio a atuação de Fábio Santos nas lutas em defesa da Reforma Agrária, o que prejudicava os “interesses dos denunciados”.

 

Crime organizado - As investigações foram conduzidas pelo Grupo Especial de Mediação e Acompanhamento de Conflitos Agrários e Urbanos da Polícia Civil (Gemacau), que apontou a existência de uma “associação criminosa”, composta por fazendeiros e pistoleiros que atuavam na região de Iguaí, Ibicuí e Nova Canãa.

 

MST critica fuga - Em comunicado, o MST avalia que “a fuga dos dois denunciados é consequência da divulgação prévia do pedido de prisão feita pelo Ministério Público do Estado da Bahia”. “O Movimento entende que a divulgação foi inapropriada e exige que as buscas para localizar e prender os foragidos aconteçam com urgência”.

Outro caso na Bahia

MÁRCIO MARCOS - O MST diz que aguarda a conclusão sobre as investigações do assassinato de uma das maiores lideranças do movimento na Bahia, Márcio Matos, morto aos 33 anos em 24 de janeiro de 2018 com cinco tiros disparados por dois homens. 

O crime ocorreu no assentamento rural Boa Sorte, onde Matos residia, em Iramaia, na Chapada Diamantina. O delegado do caso, Fabiano do Santos Aurich, coordenador da 9ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Jequié), informou nesta quinta-feira (12) que várias pessoas já foram ouvidas e provas colhidas, porém disse que não poderia dar mais detalhes para não prejudicar as investigações.

 

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MST ocupa Rede Bahia afiliada da TV Globo em protesto contra prisão de Lula

  • Publicado em Bahia

Além de bloqueios eventuais de rodovias interestaduais e do trânsito nas grandes cidades; do acampamento permanente em frente a sede da Polícia Federal em Curitiba e da ocupação de fazendas, os movimentos sociais liderados pelo PT, tendo a frente o maior deles, o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Terras - agora também começam a ocupar empresas, iniciando a ação pela sede da Rede Bahia, afiliada da TV Globo que fica em Salvador e pertence à família do prefeito da capital, ACM Neto (DEM). As lideranças afirmam que a ação da manhã desta terça-feira, 17 de abril, faz parte do protesto nacional contra a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, condenado pela Justiça Federal a 12,1 anos de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. os manifestantes alegam que a prisão é política e que não há provas contra o o ex-presidente. O objeto da condenação, o triplex na praia de Guarujá (SP), também foi ocupado ontem, pelo Movimento dos Sem-Tetos.

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Fazenda ocupada pelo MST em Eunápolis não seria dos donos da Rede Globo, mas da família Bahia

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O sobrenome Marinho confundiu o MST? O movimento invadiu e ocupou a fazenda Aliança, localizada no limite de Eunápolis com Itabela próximo ao Rio Jacarandá, dizendo que a propriedade seria terra devoluta e latifúndio improdutivo pertencente a família Marinho dona da rede Globo. Segundo apurou o Bahia40graus, a fazenda era de propriedade do produtor rural Max Marinho, falecido há pouco tempo, e passou a pertencer ao também produtor rural 'Rica' Bahia. A confusão está formada. O protesto contra a prisão de Lula pode está sendo feito em cima de fake news do MST. Babado.

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MST anuncia ocupação de fazenda de donos da Globo mantida improdutiva em Eunápolis

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Em mais um ato de protesto contra a prisão do ex-presidente Lula, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terras informou ao Bahia40graus que ocupou no sábado (14 de abril) a fazenda Aliança, com área em torno de 1 mil hectares, localizada no município de Eunápolis, cujos donos seriam da família Marinho, do grupo Globo (TV e jornal Globo, G1, SKY, Globo News), segundo os sem-terras. O MST alega que as terras estão sendo mantidas improdutivas há 10 anos e podem legalmente pertencer ao estado. O MST denuncia também que desde a ocupação os agricultores acampados estão sofrendo ameaças de pistoleiros. O pasto no local teria virado capoeira, a plantação de cacau foi tomada por vassoura de bruxa e as trê sedes existentes estariam abandonadas.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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