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17 de Outubro de 2018

Quem confia na fiscalização de qualquer setor no Brasil?

Nenhum setor da economia brasileira está livre da propina quando o assunto é fiscalização. Bomba de gasolina, taxímetro, trânsito, alimentos, água mineral, pão, medicamentos, bebidas, não dá pra confiar em nada. Vamos incluir na lista, vacinação de rebanhos, prontuários médicos, exames de laboratórios, construção civil, restaurantes, automóveis, cargas que trafegam em excesso nas rodovias, hotéis, aviação, enfim, o Brasil é um país corrupto por natureza. O mal atinge os três poderes, mas ainda nos espantamos quando a imprensa revela algum escândalo como se fosse uma grande surpresa. 

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Fiscalização frouxa na região permite crimes ambientais e risco alimentar

O escândalo da corrupção na fiscalização das grandes empresas de alimentos nos remete a nossa região, extremo sul baiano, onde também não existe fiscalização do meio ambiente e nem do setor de alimentos por parte do Estado. Caso exista está muito frouxa.

A situação permite a prática de diversos crimes ambientais, cometidos individualmente e por grandes empresas, além do risco de consumo de alimentos que não estão sendo fiscalizados regularmente pelos órgãos competentes no transporte, abate e comercialização.

As prefeituras, elo mais fraco do sistema, com efetivo reduzido e muitas vezes não qualificado, sem equipamentos adequados, tentam fiscalizar dentro do possível, mas também se desconfia da cultura da propina no setor.

Em uma região onde há forte atividade do agronegócio e intensa produção de alimentos o cenário merecia uma atitude mais comprometida do Estado e órgãos afins. A carne bovina e suína consumida em toda a região é suspeita. Temos uma grande indústria de frango na região, quem e como essa produção é fiscalizada para garantir que o consumidor não compre aves impróprias ou reembaladas?

Quem fiscaliza a produção de leite e manteiga na região, que também possui uma grande fábrica e produtores artesanais?

Nossos mananciais estão sendo agredidos sem que o Inema (órgão estadual que deveria fiscalizar e proteger) faça nada. Os peixes de água doce sumiram da região. O Ministério Público Ambiental e a Cippa (Cia da PM especializada em combater crimes ambientais) também perdem cada vez mais a força diante do poder econômico e da falta de fiscalização.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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