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21 de Setembro de 2018

Eleições 2018: Ficou mais fácil identificar sinais de lavagem de dinheiro e uso de laranjas como doadores

  • Publicado em Brasil

Receita, Coaf e TSE estão em parceria de olho no dinheiro vivo e caixa 2

A Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), juntamente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vão reunir esforços para fiscalizar suspeitas de uso de dinheiro vivo para caixa 2 de campanha nas eleições deste ano.

Tripla fiscalização - Pela primeira vez, os três órgãos vão atuar preventivamente para investigar possível crime de lavagem de dinheiro de candidatos e doadores por meio do uso de recursos em espécie. A suspeita é de que candidatos façam declarações falsas à Justiça Eleitoral e ao Fisco, informando possuir valores em espécie em casa que, na verdade, não possuem.

Lavagem - É o chamado "colchão" para lavagem, conforme definem integrantes dos órgãos de controle. Para investigadores, casos assim podem configurar "pré-lavagem de dinheiro". A declaração falsa visaria, ao fim da eleição, transformar a sobra de campanha em dinheiro próprio ou injetar recurso de origem ilícita para custear os gastos eleitorais.

Histórico - Em 2014 foram declarados R$ 300 milhões em dinheiro por 7,6% do total de 26.259 candidatos. Já em 2016, quando foram eleitos prefeitos e vereadores, 12,28% dos 497.697 candidatos declararam possuir R$ 1,679 bilhão em espécie.

A doação de empresas para financiar campanhas está proibida desde 2015 por determinação do Supremo Tribunal Federal. Neste ano, a eleição será financiada por meio dos fundos Eleitoral - que contará com R$ 1,7 bilhão dividido entre os partidos - e Partidário, que terá mais R$ 888,7 milhões, além de doações de pessoas físicas. Os dois fundos são abastecidos com recursos públicos da União.

Laranjas - Embora o TSE seja o responsável por fiscalizar as eleições, os órgãos de controle vão usar suas técnicas para tentar identificar possíveis casos suspeitos com cruzamento de dados. De posse dessas informações, a Receita e o Coaf devem informar a Corte eleitoral. 

O foco também será o monitoramento dos doadores para identificar se o repasse eleitoral foi feito por um "laranja". Será um trabalho bem ágil, de acordo com uma fonte envolvida nas discussões.

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Eleições 2018: candidatos sem dinheiro começam e terminam perdendo

  • Publicado em Poder

A democracia brasileira é de mentirinha. O espaço político dificilmente é preenchido por quem não tem dinheiro para bancar uma campanha eficaz. Essa é a regra do jogo do faz de conta político no país. O povo vota por obrigação em candidatos que o sistema escolhe antes, para manter o mecanismo funcionando. E tanto faz se de esquerda ou direita.

 

Caixa 2 - Os novos candidatos a deputado que ensaiam entrar na política este ano já estão enfrentando esta barreira: a fonte de financiamento da campanha. O dinheiro grosso da política só chegava para a maioria dos candidatos pelo caminho revelado nos escândalos da Lava Jato: o caixa 2 eleitoral, uma propina paga antecipada para garantir que os interesses dos financiadores fossem defendidos pelos políticos financiados e eleitos. Será que o jogo mudou?

 

Gastos - Portanto, não basta ter uma candidatura no papel e nas redes sociais. É preciso ter dinheiro para pagar combustível, hospedagem, alimentação, propaganda, despesas operacionais, advogado, contador, publicitário, equipe de trabalho e as contas que surgem durante a campanha. E como a maioria dos políticos perdeu o crédito que tinha, tudo é pago a vista, muitas vezes antecipado. Embora seja uma lógica perversa e antidemocrática, candidatos sem dinheiro começam e terminam perdendo.

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