Menu
Banner Prefeitura TOPO
20 de Junho de 2018

O pior ainda vem aí com a queda geral na arrecadação nos estados e municípios

A paralisação dos caminhoneiros trará danos quase irreversíveis para a economia do país, já em recessão, além do que se comenta nos noticiários superficiais. O dinheiro deixou de circular nas cidades, os estados não arrecadam ICMS e daqui a 30 dias os efeitos colaterais serão sentidos ainda mais pela população, muito além do desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos, mas na precarização ainda maior dos serviços públicos essenciais diante da inevitável queda na arrecadação, reduzindo os repasses de FPM, ICMS e demais receitas dos estados e municípios. Podemos ter um cenário de guerra no Brasil.

A paralisação atingiu em cheio a indústria, o agronegócio, o comércio e os serviços. O governo federal hesitou demais levando uma semana para ceder os tais R$ 10 bilhões para baixar o preço do óleo diesel, enquanto o rombo no PIB passou dos R$ 100 bilhões, fazendo as contas por baixo. Faltou visão aos engomadinhos do Planalto para matar o mal pela raiz. Trata-se da economia de um país que está se esfarelando. Agora, rearrumar a casa vai ter um custo muito mais alto, porque o governo não encontrou a solução a longo prazo para reduzir os preços dos combustíveis. E continua sem querer cortar na carne (leia-se dívida pública, mordomias dos políticos, cargos comissionados, custeio da máquina estatal) mas apenas na castigada pelanca do contribuinte, já sufocado por uma das maiores cargas tributárias do planeta: 38%.

 

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

Leia mais ...

“Rouba mas faz” é a justificativa dos eleitores de Lula, que ainda lidera as pesquisas

  • Publicado em Brasil

Finalmente, Lula está desde a noite de sábado, 7 de abril, preso em uma cela especial na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, condenado a 12 anos e um mês pelo caso do triplex que a OAS teria lhe dado como propina em troca de contratos na Petrobras. Mas o ex-presidente ainda não foi derrotado nas ruas. Ele conseguiu manter o argumento de que é ‘preso político’, condenado sem provas e de que não é corrupto. Também nega ser dono do triplex e das demais acusações da Lava Jato. E ainda consegue mobilizar uma legião de militantes do PT, artistas, estudantes, sindicatos e movimentos sociais em sua defesa. Segundo um levantamento do Datafolha divulgado em janeiro, Lula tinha o apoio de 34% dos brasileiros e uma distância folgada do segundo colocado, Jair Bolsonaro, então com 15%.

Explicação plausível: a pobreza e o fosso da má distribuição de renda no país prejudica o discernimento político. A direita também não tem passado limpo nem presente confiável que atraia esse eleitorado de Lula. A população fica refém do populismo, de esquerda ou de direita, consagrando o “rouba mas faz!”. Comida, trabalho, casa, escola e transporte é o preço mínimo do voto no Brasil. Isso Lula e o PT souberam fazer melhor. Até os capitalistas reconhecem.

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus  

 

Leia mais ...

Prefeitos interinos precisam governar com autonomia para demitir e contratar

  • Publicado em Poder

As demissões e nomeações nas prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália parece que continuam desagradando boa parte do grupo político. Mas mesmo sendo correligionários e tendo sido eleitos na chapa majoritária como vices (beneficiados sem dúvida pela popularidade dos cabeças de chapa), cada prefeito interino tem seu jeito próprio de governar. 

Estariam afrontando a Justiça se comandassem as prefeituras seguindo ordens dos prefeitos afastados na Operação Fraternos. Afinal, trata-se do poder público e não de interesse privado. 

Também não é se apegar ao cargo nem trair ninguém. É o curso natural da função política, onde quem responde juridicamente pelo cargo tem que ter autonomia para tomar decisões e montar equipe, afinal é dele 100% do ônus caso algo dê errado.  

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

Leia mais ...

60 dias de agonia da Operação Fraternos, qual será o desfecho?

Neste fim de semana a Operação Fraternos completa 60 dias, tempo longo demais para uma decisão liminar manter afastados dos cargos, apenas na condição de investigados, três prefeitos que foram eleitos pelo voto popular e ainda sequer foram denunciados formalmente à Justiça, ao menos que se tenha conhecimento.

INSEGURANÇA JURÍDICA

Mas já são dois meses de insegurança jurídica e tensão no campo administrativo nas prefeituras de três importantes cidades para a região da Costa do Descobrimento. Apesar de os serviços públicos municipais estarem funcionando bem, os prefeitos interinos dormem e acordam com a dúvida do tempo que vai durar a tinta na caneta.

Não pretendo minimizar os fatos, muito menos prejulgar como inocentes os envolvidos. Mas o caso extrapola o bom senso expondo os investigados ao prejulgamento e condenação da opinião pública (sem direito de defesa), caso típico dos regimes autoritários onde os direitos não são garantidos por lei.

MOROSIDADE

Já passou tempo de sobra para se formalizar denúncias, definir o cenário jurídico mínimo dos envolvidos, depurar a Operação do viés político inevitável que surgiu. Pedir a punição de quem tem culpa no cartório e dar o direito de defesa aos denunciados. 

A população das três cidades não pode pagar o preço por causa do excesso de burocracia que alimenta a morosidade da Justiça em casos que exigem urgência. 

Por Geraldinho Alves, editor do Bahia40graus

Leia mais ...
Assinar este feed RSS
  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
  • E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  
  • Tel/Whatsapp: (73) 99814-6777