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22 de Setembro de 2018

Como foi cada candidato a governador da Bahia no debate na TV Band - Editorial

  • Publicado em Bahia

Na noite de quinta-feira, 16 de agosto, os candidatos a governador da Bahia se enfrentaram no 1º debate televisivo das eleições 2018 no estado, realizado pela TV Band. Bahia40graus faz aqui algumas observações sobre o desempenho de cada um:

Propaganda - Ficou evidente que a popularidade do atual governador Rui Costa (PT), cujo partido está no poder desde 2006 no estado, vem muito mais da eficiência da propaganda do que dos resultados reais. O governo petista foi alvo de críticas de todos os candidatos concorrentes, menos de João Henrique (PRTB), ex-prefeito de Salvador, que parece estar ciente do seu papel de mero coadjuvante e ficou em cima do muro. Deu uma cutucada de leve apenas a imprensa (nos “donos dos meios de Comunicação”) quando foi citado como o “pior prefeito”.   

Realidade - A verdade é que a economia baiana apresenta uma histórica desigualdade social com números assustadores que vêm desde o domínio carlista antes do PT. Os indicadores negativos atuais de desemprego, segurança pública, saúde, educação e meio ambiente revelam, na versão às vezes exageradas da oposição, que a correria do governo Rui Costa está em câmera lenta e não acelerada como aparece na propaganda

“Fila da morte” - Os ataques estatísticos e as promessas vagas foram o tom do debate. Mas a tal da “fila da morte” nos hospitais públicos da Bahia impactou. A ineficiência do setor de Regulação do SUS no estado é grave. Rui preferiu dizer que construiu hospitais e policlínicas, prometeu construir mais. O tempo curto dados aos candidatos no modelo de debate feitos na TV acaba não permitindo aprofundar temas relevantes, como a questão da crise hídrica no estado, levantada pelo jornalista Levi Vasconcelos. O telespectador também não participa nem pelas redes sociais e o debate chega a ficar desinteressante.

Primeira candidata negra a governadora da história da Bahia, a ex vice-prefeita de Salvador Célia Sacramento (Rede) teve boa performance, deu algumas cutucadas com classe e falou com propriedades sobre temas relevantes, focando na Educação, sua área de conhecimento. Tem tudo para crescer nessa campanha até outubro se tiver chance de mostrar suas ideias. Ela também saiu-se bem de outra pergunta do jornalista Levi Vasconcelos, sobre sua antiga aliança com ACM Neto. Foi até didática, afinal é professora universitária.

Ex-ministro da Integração, João Santana (MDB) parece detentor de um vasto conhecimento de gestão pública, domina bem estatística, mas ainda lhe falta a pegada do político para traduzir sua bagagem num discurso palatável. Se não fosse o desgaste MDB com as mazelas do governo Temer e o caso policial envolvendo o ex-ministro Geddel e família, João poderia até ter alguma chance como a 3ª via nessa disputa.

José Ronaldo (DEM) parece que está só cumprindo tabela, precisa empolgar mais. Deixou o prefeito de Salvador ACM Neto fora do seu discurso. Teve um desempenho razoável, podia ser melhor. Caiu na provocação de Rui e falou muito de Feira de Santana, mas é uma campanha para governador e não para prefeito.

Marcos Mendes (Psol) Bateu forte nas políticas públicas (ou a falta delas) do governo petista na Bahia, mostrando números negativos. Mirou em Rui quase o tempo todo, chamando a atenção para si. Mas também bateu no grupo carlista. É franco atirador, traz na bagagem conhecimento da realidade baiana e fala bem. É bom prestar a atenção nele nos próximos debates.

 

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

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O pior ainda vem aí com a queda geral na arrecadação nos estados e municípios

A paralisação dos caminhoneiros trará danos quase irreversíveis para a economia do país, já em recessão, além do que se comenta nos noticiários superficiais. O dinheiro deixou de circular nas cidades, os estados não arrecadam ICMS e daqui a 30 dias os efeitos colaterais serão sentidos ainda mais pela população, muito além do desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos, mas na precarização ainda maior dos serviços públicos essenciais diante da inevitável queda na arrecadação, reduzindo os repasses de FPM, ICMS e demais receitas dos estados e municípios. Podemos ter um cenário de guerra no Brasil.

A paralisação atingiu em cheio a indústria, o agronegócio, o comércio e os serviços. O governo federal hesitou demais levando uma semana para ceder os tais R$ 10 bilhões para baixar o preço do óleo diesel, enquanto o rombo no PIB passou dos R$ 100 bilhões, fazendo as contas por baixo. Faltou visão aos engomadinhos do Planalto para matar o mal pela raiz. Trata-se da economia de um país que está se esfarelando. Agora, rearrumar a casa vai ter um custo muito mais alto, porque o governo não encontrou a solução a longo prazo para reduzir os preços dos combustíveis. E continua sem querer cortar na carne (leia-se dívida pública, mordomias dos políticos, cargos comissionados, custeio da máquina estatal) mas apenas na castigada pelanca do contribuinte, já sufocado por uma das maiores cargas tributárias do planeta: 38%.

 

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

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“Rouba mas faz” é a justificativa dos eleitores de Lula, que ainda lidera as pesquisas

  • Publicado em Brasil

Finalmente, Lula está desde a noite de sábado, 7 de abril, preso em uma cela especial na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, condenado a 12 anos e um mês pelo caso do triplex que a OAS teria lhe dado como propina em troca de contratos na Petrobras. Mas o ex-presidente ainda não foi derrotado nas ruas. Ele conseguiu manter o argumento de que é ‘preso político’, condenado sem provas e de que não é corrupto. Também nega ser dono do triplex e das demais acusações da Lava Jato. E ainda consegue mobilizar uma legião de militantes do PT, artistas, estudantes, sindicatos e movimentos sociais em sua defesa. Segundo um levantamento do Datafolha divulgado em janeiro, Lula tinha o apoio de 34% dos brasileiros e uma distância folgada do segundo colocado, Jair Bolsonaro, então com 15%.

Explicação plausível: a pobreza e o fosso da má distribuição de renda no país prejudica o discernimento político. A direita também não tem passado limpo nem presente confiável que atraia esse eleitorado de Lula. A população fica refém do populismo, de esquerda ou de direita, consagrando o “rouba mas faz!”. Comida, trabalho, casa, escola e transporte é o preço mínimo do voto no Brasil. Isso Lula e o PT souberam fazer melhor. Até os capitalistas reconhecem.

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus  

 

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Prefeitos interinos precisam governar com autonomia para demitir e contratar

  • Publicado em Poder

As demissões e nomeações nas prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália parece que continuam desagradando boa parte do grupo político. Mas mesmo sendo correligionários e tendo sido eleitos na chapa majoritária como vices (beneficiados sem dúvida pela popularidade dos cabeças de chapa), cada prefeito interino tem seu jeito próprio de governar. 

Estariam afrontando a Justiça se comandassem as prefeituras seguindo ordens dos prefeitos afastados na Operação Fraternos. Afinal, trata-se do poder público e não de interesse privado. 

Também não é se apegar ao cargo nem trair ninguém. É o curso natural da função política, onde quem responde juridicamente pelo cargo tem que ter autonomia para tomar decisões e montar equipe, afinal é dele 100% do ônus caso algo dê errado.  

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

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