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17 de Outubro de 2018

Pedro Vailant queimou a largada e pode esquecer 2020

Depois de criar expectativa apresentando um histórico ligado à Veracel e botar o bloco na rua apontando para 2020, o candidato a deputado estadual Pedro Vailant (Patriota) estreou cometendo erros primários na campanha e amargando uma derrota eleitoral vergonhosa em Eunápolis (seu domicílio eleitoral): 1.907 votos e no geral: 2.605 votos. Muito pouco para quem diz que trouxe a Veracel e fez uma campanha gastando algum dinheiro em diversas cidades do extremo sul. Era melhor ter continuado como cabo eleitoral de luxo para arriscar a vice de Cordélia no futuro (quem sabe), o que era mais negócio. Agora, o seu partido não passou na Cláusula de Barreira e até uma candidatura a vereador não inspira mais confiança no sucesso quem dirá de prefeito. Queimou a largada!

 

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Em entrevista exclusiva Pedro Vaillant pede para que eleitor "não vote em troca de pequenos favores"

Nosso entrevistado é o engenheiro Pedro Vaillant, de 68 anos, ex-dirigente da Veracel Celulose e candidato a deputado estadual. Ele mora em Eunápolis e até 2016 fazia parte do grupo político do ex-prefeito Paulo Dapé, sendo um dos entusiastas da campanha de Cordélia - hoje também candidata a deputada estadual (PMB) - chegando a ser cogitado para secretário de Finanças. Embora negue que represente o agronegócio, é produtor rural e foi dirigente sindical do setor.  

Bahia40graus: O Senhor lançou sua candidatura deixando entender que pretende disputar a prefeitura de Eunápolis em 2020. Será mais um Deputado de 2 anos de mandato?

Pedro Vailant - A resposta é não. Nunca deixei a entender que pretendo ser candidato a prefeito de Eunápolis em 2020. O que sempre deixei claro é que lutarei para que nossa região e em especial nossa cidade de Eunápolis, se livre da incompetência e da corrupção desenfreada que destrói nosso presente e compromete nosso futuro. Eu estou lutando para que possamos ter de novo a esperança de podermos criar nossos filhos e netos em um ambiente mais digno, com segurança, educação de qualidade e que o atendimento à saúde deixe de ser moeda política e se volte para o atendimento digno para os nossos cidadãos, em especial aos mais necessitados. Eu pretendo lutar para que nossa região volte a ser atraente para investimentos que gerem empregos e renda e não esta tragédia anunciada que se vê materializada no dia a dia – empresas, de todos os segmentos, fechando suas portas e desempregando jovens e pais de família.

Eu entendo que se não retirarmos da vida política esses que sempre se apresentam como falsas novidades, mas que já tiveram todas as oportunidades e foram testados e reprovados, continuem a se considerarem donos da Cidade, donos do nosso presente e guardiões do nosso futuro. Eu entendo que nenhum cidadão de bem quer isso e por isso me apresento como alternativa. Eu ofereço a minha história e a minha reputação para que a população analise e conclua se não está na hora de mudar - mudar pra valer -  e não essa tentativa rasteira de se disfarçar na figura de um parente para enganar a população.

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Qual a verdadeira relação de sua candidatura com o agronegócio, especialmente com a Veracel?

PV - A minha candidatura não está ligada a nenhum segmento em especial. Minha posição sempre foi de buscar alternativas desenvolvimentistas em qualquer segmento usando meu conhecimento e vontade no sentido de oferecer, aos que querem investir, os subsídios necessários à sua tomada de decisão. Assim ocorreu em nossa região e que resultou na existência da Veracel. Essa ideia nasceu em 1988, quando eu e um amigo (Paulo Silveira) recentemente falecido, escrevemos um projeto florestal/ industrial de celulose para essa região, uma vez que, no nosso entendimento, aqui se poderia ter o mais eficiente projeto florestal/industrial de celulose do mundo face as características regionais de solo, clima, infraestrutura, etc. Em 1991 conseguimos motivar um investidor a, pelo menos, iniciar o projeto e criar as condições objetivas para atrair outros investidores nacionais ou estrangeiros para dar sequência ao projeto. Isso aconteceu em 1997 e temos hoje a Veracel consolidada na região gerando aproximadamente 3500 empregos diretos e milhares de indiretos.

Quanto a mim, permaneci na empresa até que toda a equação financeira para sequenciar o empreendimento fosse equacionada e então me desliguei, uma vez que considerei e consideraram, que minha missão estava cumprida. A minha decisão foi de continuar residindo em Eunápolis e aqui estou a 27 anos.

Então concluindo a resposta à sua pergunta: não estou representando nenhum segmento em especial e minha relação com Veracel é esta que explicitei acima. A minha luta é pela moralidade da administração das nossas cidades, o que acho fundamental para que nossa economia possa voltar a crescer e que surjam novas oportunidades de trabalho para nossa população. Do jeito que está continuaremos a ver empresas fechando ou diminuindo suas atividades, o que resulta na diminuição de ofertas de empregos, e também no fato de que nenhum empresário se sente confortável a investir em cidades onde a incompetência e a corrupção sejam a tônica das administrações. Eu considero que emprego é o maior programa social que existe, em qualquer lugar do mundo e esta será minha principal missão.

Esse novo modelo de campanha com menos propaganda nas ruas melhorou ou piorou para os candidatos, porquê?

PV - Eu acho que piorou para alguns e melhorou para outros. Os candidatos com menos recursos serão os mais prejudicados uma vez que os líderes partidários, que detém o poder de gerir os recursos, procuraram concentrar esses recursos em suas próprias campanhas e deixaram os outros candidatos, principalmente os que estão se apresentando pela primeira vez, sem alternativa para bancarem suas campanhas. Eu acho que isso leva a seguinte conclusão: A chance de renovação parlamentar será mínima.

A política hoje em Eunápolis e região tem espaço para candidaturas fora dos grandes grupos políticos?

PV - Temos que acreditar nisso. O País está mudando, apesar de muito lentamente, mas já vemos sinais significativos disso. O melhor exemplo é a lava-jato. Será que alguém acreditaria, no passado, que um grupo de jovens Procuradores e um Juiz Federal de Primeira Instância conseguiriam desmontar a maior organização criminosa de que se tem notícia? É esta esperança que tem motivado muitos cidadãos de bem a participar mais da vida pública. E eu me incluo nesse grupo. Eu lutei muito por essa região e dediquei a melhor parte da minha vida a criar condições para que essa região recebesse o maior investimento que a Bahia recebeu nos últimos 25 anos. Eu acreditei que com isso nossa classe política faria sua parte e teríamos nas cidades administrações eficientes que pudesse proporcionar aos nossos cidadãos uma melhor qualidade de vida. Não é o que vemos. Nossas cidades ocupam manchetes negativas na mídia regional e nacional, o que nos causa vergonha.

Então? Está ou não na hora de ocuparmos o espaço do que você chama de “grupos políticos”, que mais se assemelham a organizações espúrias, sem nenhum comprometimento com as cidades - tanto é que “inimigos” viram “amigos”, apoia um candidato aqui, e na cidade vizinha apoia o candidato concorrente, e por aí vai... Em nenhum momento você vê uma proposta consistente para suas cidades.

Com qual Deputado Federal o Sr. está fazendo dobradinha em Eunápolis e nas outras Cidades?

PV - Até o momento com nenhum. Já tive propostas que não aceitei pelas razões óbvias. Não posso me aliar ao que combato. Seria de total incoerência da minha parte e uma agressão aos meus princípios aceitar fazer parcerias com pessoas que representam o que tem de pior na política. É muito difícil lutar sozinho contra essas organizações, eles têm recursos financeiros mas não tem nenhum escrúpulo. Espero que apareça algum candidato a Deputado Federal que tenha relação com nossa região e que compartilhe dos valores que defendemos.

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O que tem a dizer sobre a corrupção na política local e nacional?

PV - É uma tragédia sob todos os aspectos. O que considero pior é o fato de que grande parte de nossa sociedade aceita isso, tanto que continua elegendo essas figuras e até “endeusando” alguns. Eu não sei explicar isso. E isso não se aplica apenas aos menos informados ou mais pobres. A gente vê pessoas com melhor capacidade, pelo menos teórica, de avaliar esses fatos, apoiando figuras ou grupos que representam o que tem de pior na vida pública tanto local, regional e até nacional.

Que serviços prestados a Eunápolis e região o Sr. tem que o credencie a pedir votos?

PV - Como já esclareci antes, eu vim para esta região em 1991 com um projeto debaixo do braço e, sem nenhum apoio de políticos e nem de governos, e consegui criar as condições objetivas para atrair o maior investimento que a Bahia recebeu nos últimos 25 anos. Isso que mudou a realidade socioeconômica da região, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e estimulando outros setores da economia a investir. Este é o meu legado.

Suas considerações finais.

PV - Eu gostaria de me dirigir à população regional para que reflita sobre o momento que vivemos. Estamos tendo uma ótima oportunidade de começar um processo consistente de mudança em nosso país, em todos os níveis, tanto nacional, estadual e municipal. E esta mudança depende do voto consciente de nossa sociedade. Não abra mão de seu voto e ao escolher seu candidato avalie sua história. Não vote em troca de pequenos favores. Seu voto é que decide nosso destino.

Outro ponto que gostaria de abordar é sobre nossas cidades. É aqui que tudo começa, de bom ou de ruim. Os vereadores e prefeitos são os políticos mais importantes de nossa nação. É aqui que os figurões políticos aparecem de quatro em quatro anos e fazem “parcerias” com vereadores e prefeitos, se elegem e desaparecem. Assim temos que refletir muito bem na hora de votar.

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Pedro Vailant nega que Patriota articule boicote a Tetéia do Jegue

  • Publicado em Bahia

Candidato a deputado estadual, Pedro Vailant, enviou nota à Redação do Bahia40graus com o seguinte teor:

 

"Respeitamos e defendemos o legítimo direito de Tetéia do Jegue de apresentar e disputar legitimamente uma cadeira de Deputado Estadual na assembléia Legislativa da Bahia representando nossa Cidade. Ao contrário do que diz a nota (refere-se aqui à postagem do Bahia40graus), o PATRIOTA defende de forma intransigente o direito de Tetéia de participar do processo eleitoral e repudia este tipo de atitude que atenta contra seus direitos.”

 

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Pedro Vailant usa Veracel no 1º vídeo de campanha e critica políticos de Eunápolis

  • Publicado em Bahia

 

O candidato a deputado estadual pelo Patriota, Pedro Vailant, postou nas redes sociais seu 1º vídeo de campanha, onde usa o fato de ter sido dirigente do projeto de instalação da fábrica da Veracel Celulose na década de 90. Ele também critica os políticos no vídeo, sem citar nomes, dando a entender que ele seria diferente.

Quem vê cara não vê coração - Vailant esquece que a história da chegada da Veracel a Eunápolis é marcada por diversas contradições, inclusive com participação da famosa Odebrecht no processo. Os crimes ambientais são escandalosos, o Ministério Público estadual que o diga. E criticar “políticos” querendo ser mais um é muito fácil. Propostas mesmo ainda não apareceram. Quem tem informações do que realmente aconteceu conta a história da chegada da Veracel a Eunápolis bem diferente. E mais: as sequelas cujo o ônus se paga até hoje também.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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