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18 de Julho de 2018
REDAÇÃO

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Contrato do “Mais Médicos” pode ser indício de caixa dois eleitoral, comenta blogueiro da Veja

Ao comentar a deserção de uma médica cubana que está no Brasil para trabalhar no programa “Mais Médicos”, o colunista e blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo cogitou a hipótese de os contratos servirem como caixa dois voltado à campanha eleitoral.

“Como sabemos, cada médico estrangeiro custa ao Brasil R$ 10 mil. Ocorre que, no caso dos cubanos, esse dinheiro é repassado a uma entidade, que o transfere para o governo ditatorial da ilha, e os tiranos passam aos doutores apenas uma parcela do valor — cerca de 30%. Os outros 70%, na melhor das hipóteses, ficam com a ditadura”, escreve Reinaldo Azevedo em artigo publicado nesta quarta-feira, 5 de fevereiro, no blog que mantém no site da Veja.

“Devem atuar hoje no Brasil 4 mil cubanos. Mantida essa proporção, a ilha lucra por mês, depois de pagar os médicos, R$ 30,320 milhões —ou R$ 363,840 milhões por ano. Como o governo Dilma pretende ter 6 mil cubanos no país, essa conta salta para R$ 545,760 milhões por ano — ou US$ 225,520 milhões”, acrescenta em outro trecho de seu artigo.

Segundo Reinaldo Azevedo, todos achavam que os médicos cubanos eram contratados pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde), da ONU. “Ocorre que o contrato da médica que desertou é celebrado com uma tal ‘Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos’”, afirma Reinaldo.

“Assim, é muito fácil entrar no país um dinheiro como investimento do BNDES — em porto, por exemplo —, e uma parcela voltar ao Brasil na forma de doação eleitoral irregular. E o mesmo vale para o Mais Médicos. Nesse caso, a tal OPAS podia atrapalhar um pouco, não é? Mas eis que entra em cena essa tal ‘Sociedade Mercantil Cubana’”, salienta o colunista.

Reinaldo Azevedo diz que é preciso investigar quantos médicos cubano chegaram ao Brasil por intermédio da “Sociedade Mercantil”, o que isso significa em valores e quem tem o controle sobre esse dinheiro.

O crime compensa: Pizzolato curtia na Itália com dinheiro do mensalão

Usando documentos falsos, Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do banco do Brasil, fugiu - há dois meses antes de ser condenado - pela Argentina e Espanha antes de chegar à Itália, país do qual tem cidadania, onde foi preso nesta quarta-feira, 5. A Polícia Federal e a polícia italiana informaram que o ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no julgamento do mensalão pelo STF por peculato, corrupção e lavagem, de dinheiro não foi preso por uso de documento falso, mas a pedido do governo brasileiro, que deve pedir a extradição do criminoso.

O destino do mensaleiro é incerto. Caso o Brasil peça extradição a Itália pode negar, pelo fato de Pizzolato também ser cidadão italiano. Quanto a Justiça italiana aceitar julgá-lo pelos crimes cometidos no Brasil, é uma hipóteses pouco provável de acontecer.

Dizendo ganhar menos de R$ 1 mil, médica cubana deixa Mais Médicos e pede asilo ao Brasil e EUA

Integrante do Mais Médicos, a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, 51, clínica-geral, chegou ao país em outubro e atuava em Pacajá, no Pará. Ela diz que deixou a cidade no sábado e seguiu para Brasília após descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao que ela recebia pelos serviços prestados. A cubana alega ainda ter sido enganada sobre a possibilidade de trazer seus familiares ao país.

"Em Cuba eu não tinha internet e aqui tem muita informação. Então fiquei sabendo que fomos enganados. Fizeram um contrato para nós prometendo um dinheiro, mas quando vim para cá foi que me deu conta que não era assim", disse a médica, que pediu asilo à embaixada dos EUA e também ao governo brasileiro.

Ela disse que vai permanecer refugiada na liderança do DEM na Câmara dos Deputados, aguardando uma decisão do governo americano, já que está sendo "perseguida pela Polícia Federal". Ramona foi apresentada na terça no plenário da Câmara por líderes do DEM. Em entrevista, ela contou que recebia por mês US$ 400 (menos de R$ 1.000,00) para viver no Brasil e outros US$ 600 seriam depositados em uma conta em Cuba, que só poderiam ser movimentados no retorno para a ilha.

Ela não deu detalhes de como chegou ao deputado e disse que se sente enganada por Cuba. A médica mostrou um contrato com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, indicando que não houve acerto entre o Ministério da Saúde e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde)

"Eu penso que fui enganada por Cuba. Não disseram que o Brasil estaria pagando R$ 10 mil reais pelo serviço dos médicos estrangeiros. Me informaram que seriam US$ 400 aqui e US$ 600 pagos lá depois que terminasse o contrato. Eu até achei o salário bom, mas não sabia que o custo de vida aqui no Brasil seria tão alto", afirmou a cubana.

Ela disse que tem uma filha que também é médica em Cuba e que sente receio pela situação dela. Romana afirmou que já trabalhou em uma missão de Cuba na Bolívia por 26 meses. A médica disse ainda que enfrentava problemas para se deslocar entre cidades brasileiras, tendo sempre que avisar a um supervisor cubano, que ficava em Belém.

Ronaldo Caiado afirmou que a liderança do DEM na Câmara será a embaixada da liberdade para os médicos cubanos. A bancada de oposição protocolo o pedido de asilo da médica ao governo brasileiro, que será analisado.

"O DEM se coloca à disposição com estrutura física e jurídica", disse. Os oposicionistas disseram que vão arrumar um colchão e as condições necessárias para que ela permaneça no local. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que não vai interferir no caso porque a liderança é um espaço de cada partido.

Vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos tem o objetivo de aumentar a presença desses profissionais no interior do país, em postos de atenção básica, e para isso permite a atuação de médicos sem diploma revalidado em território nacional. Atualmente, cerca de 7.400 médicos cubanos estão selecionados para atuar no país. Com informações da Folha.

Pataxós querem cobrar por uso de estrada em Prado

A abertura de uma estrada na zona rural em terras indígenas para escoar a produção de eucalipto na região de Cumuruxatiba, município de Prado, extremo sul da Bahia, deve render mais um conflito entre índios e a indústria de celulose que usa o eucalipto como matéria prima.

Nesta quarta-feira, 5, a Polícia Federal deve ir até a aldeia pataxó localizada na região para apurar um incidente envolvendo cinco caminhoneiros que teriam siso impedidos de trafegar pela localidade. O dono das carretas que fazem transporte de eucalipto, monocultura predominante na região, disse que os índios querem cobrar pedágio pelo uso das estradas em suas terras.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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