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21 de Janeiro de 2018

Péssima idéia a coletiva de imprensa em Itabela, prefeito levou vaias

Vaias na saída do local foi o saldo da coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (17) pelo prefeito de Itabela, Luciano Francisquetto (PRB). O tema dos precatórios, objeto da coletiva, exije um inevitável confronto com a classe dos professores, turbinado por alguns vereadores.

E contra vaias voluntárias não há argumentos.

O prefeito disse na coletiva que vai construir e reformar escolas com a grana dos precatórios. Bom demais para o município que passou tanto tempo sendo sugado por uma classe política daninha, que desviou muito dinheiro da Educação.

Mas agora os professores de Itabela agora só querem saber mesmo do sonho impossível dos 60% dos precatórios do Fundef. A questão é polêmica e aflige a classe, que vão continuar sonhando. Alguns até já fizeram empréstimos, compraram no comércio da cidade por conta e estão endividados.

Francisquetto podia ter evitado as vaias, bastava não criar o palanque da coletiva para repetir o que vem dizendo pelos quatros cantos da cidade: que não pode pagar aos professores com dinheiro dos precatórios, obedecendo ao entendimento do Ministério Público Federal, TCU e TCM. Está certo no diz, mas errado do jeito que faz. 

Depois vai sentir que governo que enfrenta professor, sem habilidade, é sempre um governo minado politicamente por uma classe organizada que fala diretamente com o eleitor e faz muito barulho nas ruas. E se o prefeito não fizer o dever de casa certinho vai ser reprovado sem dó.  

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Prefeitos interinos precisam governar com autonomia para demitir e contratar

As demissões e nomeações nas prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália parece que continuam desagradando boa parte do grupo político. Mas mesmo sendo correligionários e tendo sido eleitos na chapa majoritária como vices (beneficiados sem dúvida pela popularidade dos cabeças de chapa), cada prefeito interino tem seu jeito próprio de governar. 

Estariam afrontando a Justiça se comandassem as prefeituras seguindo ordens dos prefeitos afastados na Operação Fraternos. Afinal, trata-se do poder público e não de interesse privado. 

Também não é se apegar ao cargo nem trair ninguém. É o curso natural da função política, onde quem responde juridicamente pelo cargo tem que ter autonomia para tomar decisões e montar equipe, afinal é dele 100% do ônus caso algo dê errado.  

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

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