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26 de Março de 2017

Eunápolis: fatos e versões do caso da gestante que teve atendimento recusado em hospital particular

Depois de ouvir os envolvidos no caso da paciente gestante que teve o atendimento recusado por não ter dinheiro em mãos no Hospital Ramos, em Eunápolis, no sábado, 8 de março, cabem algumas observações:

1 – Ficou provado que o Hospital Regional passou a ser referência de atendimento médico hospitalar em Eunápolis em casos de urgência e emergência, apesar da falta de UTI ainda. Mérito da equipe médica competente da unidade de saúde municipal;

2 – Hospitais privados sempre terão como prioridade o lucro e os médicos que trabalham neles seguem essa visão. O caso da gestante com gravidez de risco não trata disso. A questão é que, sendo noite de sábado, tanto ela, quanto o marido ficaram assustados e foram pegos de surpresa com os riscos relatados pela médica, acreditando que o atendimento deveria ser imediato;

3 – Ainda que a médica se defenda e que o hospital se justifique, o repugnante da história é a condição inexorável: ou paga ou vai embora. É uma frase que revolta qualquer ser humano, ainda mais sendo mulher, gestante ou sendo marido dela. Talvez falte ao Hospital Ramos mais humanidade, a presença de uma Assistente Social ali na recepção, talvez;

4 – A médica Regina Lessa atende também pelo SUS no município, podia ser mais sensível com o caso e dar opções de atendimento gratuito à gestante. Podia mais até (ela ou o próprio hospital): ligar para o Regional, ver quem era o médico plantonista, relatar o caso, passar informações do prontuário, encaminhando a gestante para atendimento pelo SUS. Afinal, são duas vidas em jogo;

5 – Apesar das justificativas do Hospital Ramos e da médica envolvida no caso, deve-se alertar as instâncias controladoras e fiscalizadoras (Cremeb, Ministério Público estadual etc.) do fato, para garantir os direitos de ambos, tanto da paciente, quanto do hospital.

Por Geraldinho Alves

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Eunápolis: médica teria negado atendimento a gestante em risco

Uma médica está sendo acusada de ter negado atendimento de urgência a uma gestante por falta de pagamento adiantado ao procedimento indicado. O fato teria ocorrido na noite de sábado, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em um hospital particular de Eunápolis.

A denúncia foi feita pela rádio 98FM, nesta segunda-feira, 10, nos programas jornalísticos da emissora. Segundo relato do marido da gestante, ela teria sido informada pela médica sobre a perda do bebê e que precisaria fazer uma curetagem, sob risco de morte em consequências das sequelas que poderiam ocorrer.

Mas a médica teria dito também, ainda segundo o marido da gestante em entrevista à 98FM, por telefone, no programa Fala Povão 2ª edição, que o hospital só poderia fazer o procedimento mediante o pagamento adiantado, em dinheiro, de R$ 2.700 mil, quantia que o casal alegou não dispor naquela noite de sábado.

Ainda segundo o marido da gestante, diante do fato, ela foi levada para o Hospital Regional, onde foi atendida em caráter de urgência no pronto-socorro e informada pelo médico plantonista que havia possibilidade de o bebê ainda estar com vida, não sendo necessário, nesse caso a curetagem.

VERSÃO DA MÉDICA

Bahia40graus entrou em contato com a médica envolvida no caso, que também atende na rede pública municipal de saúde. Ela não quis falar do acontecimento por telefone.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: janeiro de 2008
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