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19 de Julho de 2018

Mostrando itens por tag: CORRUPÇÃO - Bahia 40 Graus

Zé Dirceu vai ver o resto da Copa em casa graças ao trio da 2ª turma do STF

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Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli estão na contramão do momento do país. Os três ministros do STF, integrantes da 2ª turma, viraram a garantia de impunidade dos políticos e empresários corruptos, que pelo visto, estão tendo direito ao segundo sol, como os personagens errantes da novela da Globo, onde puta se apaixona e empreiteiro se ofende com a polícia dentro de casa cumprindo mandado de busca e apreensão.

Mandaram soltar Zé Dirceu que pintou e bordou com o dinheiro roubado dos brasileiros, obstruiu a Justiça, fez festa mesmo com tornozeleira, comandou o mensalão e a Lava Jato, botou Lula no mau caminho e agora vai debochar de tudo e de todos com o habeas corpus da 2ª turma, mesmo depois de condenado a mais de 30 anos por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo juiz Sérgio Moro. Se Brasil for campeão, o próximo a ser solto será Geddel?     

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Confira a lista dos 20 corruptos soltos por Gilmar Mendes só este ano e o teor dos habeas corpus

  • Publicado em Brasil

O habeas corpus se tornou marca registrada do ministro do STF Gilmar Mendes. Veja a lista dos presos beneficiados pelo ministro:

1) Sérgio Côrtes. Secretário da Saúde de Sérgio Cabral, membro da turma do guardanapo que abalou Paris, fazia negociatas até com próteses – culpado de um desvio de R$ 300 milhões para a quadrilha de Cabral, ficou notório pela mensagem de celular que enviou a um cúmplice: “Meu chapa, você pode tentar negociar uma coisa ligada à campanha. Pode salvar seu negócio. Podemos passar pouco tempo na cadeia… Mas nossas putarias têm que continuar”. Solto por Gilmar Mendes no dia 8 de fevereiro deste ano.

2) Daniel dos Santos Moreira.

3) Eliezer dos Santos Moreira.

4) Raniery Mazzilli Braz Moreira.

5) Maria Madalena Braz Moreira.

Todos 4 condenados por formação de quadrilha, corrupção ativa e falsificação de papéis públicos, em 2ª instância (Tribunal Regional Federal da 5ª Região) e 3ª instância (o STJ, que recusou habeas corpus). Foram presos na Operação Catuaba (fraude fiscal no setor de bebidas). Todos soltos por Gilmar Mendes no dia 5 de março, sob a alegação de que era preciso o julgamento do mérito pelo STJ. Mas o STJ não julga o mérito das ações. Apenas questões processuais – ou seja, foram respeitadas as regras do processo, de acordo com as leis abaixo da Constituição. Nesse caso, já havia a decisão liminar contra os réus – que foram soltos por Gilmar Mendes.

6) Celso Luiz Tenório Brandão. Ex-prefeito de Canapi, Alagoas, preso por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro, depois de, com secretários municipais, assaltar o dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), destinado à sua cidade. Com prisão preventiva decretada pela 11ª Vara Federal de Alagoas, e habeas corpus recusado pelo Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi solto por Gilmar Mendes no dia 11 de abril. Mendes considerou a prisão do ex-prefeito “um constrangimento ilegal” porque, em sua opinião, ela era “desnecessária”.

7) Milton Lyra. Principal operador da cúpula do PMDB no assalto aos fundos de pensão das estatais. Nas palavras da procuradora geral da República, Raquel Dodge: “Há uma clara situação de ocultação de recursos de Lyra em outros países, o que obsta possibilidades de rastreio desses recursos e consequente recomposição dos danos ao erário”. Porém, Gilmar Mendes o soltou, no dia 15 de maio, alegando que “os supostos crimes são graves, não apenas em abstrato, mas em concreto, tendo em vista as circunstâncias de sua execução. Muito embora graves, esses fatos são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão. Teriam acontecido entre 2011 e 2016”.

8) Marcelo Sereno. Principal operador do PT no assalto aos fundos de pensão, ex-secretário nacional de Comunicação do PT e chefe de gabinete de José Dirceu. Solto no dia 18 de maio por Gilmar Mendes com a mesma alegação anterior.

9) Ricardo Siqueira Rodrigues. Administrador do fundo Serpros, recebeu R$ 10 milhões de propina para adquirir papéis fraudulentos de uma empresa. Solto no dia 18 de maio por Gilmar Mendes, com a mesma alegação anterior.

10) Carlos Alberto Valadares Pereira. Recebeu R$ 1,2 milhão de propina para fazer o fundo Serpros adquirir papéis de uma arapuca fraudulenta. Solto no dia 18 de maio por Gilmar Mendes, que repetiu o seu carimbo.

11) Adeílson Ribeiro Teles. Ex-chefe de gabinete do presidente dos Correios. Recebeu propina para fazer o fundo de pensão da estatal, o Postalis, adquirir papéis fraudulentos. Solto por Gilmar Mendes no dia 18 de maio, dessa vez com uma variação do seu costumeiro carimbo: “verifico que os fatos apontados são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão. Teriam acontecido entre 2014 a 2016”.

12) Sérgio Roberto Pinto da Silva. Doleiro da quadrilha de Sérgio Cabral, preso na Operação Pão Nosso, operava no desvio de recursos da Secretaria de Administração Penitenciária – isto é, da verba destinada aos presídios. Foi solto por Gilmar Mendes no dia 28 de maio, porque “entendo que os fundamentos usados pelo magistrado de origem, ao decretar a prisão preventiva em desfavor do ora requerente, também se revelam inidôneos para manter a segregação cautelar ora em apreço”.

13) César Rubens Monteiro. Ex-secretário da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, receptador de propina e repassador ao então governador Sérgio Cabral. Solto por Gilmar Mendes no dia 28 de maio – mesma justificativa anterior.

14) Paulo Vieira de Souza (vulgo Paulo Preto). Operador do PSDB, desviou pelo menos R$ 7,7 milhões da DERSA, estatal rodoviária do Estado de São Paulo. Denunciado por formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato. Solto duas vezes – no dia 11 de maio e no dia 30 de maio – por Gilmar Mendes, que considerou duvidoso o depoimento das testemunhas que Paulo Preto ameaçara.

15) Orlando Diniz. Ex-presidente da Fecomércio do Rio, membro da quadrilha de Cabral. Talvez o réu dessa quadrilha – com exceção do próprio Cabral e de sua mulher, Adriana Ancelmo – com maior quantidade de provas contra si. Orlando Diniz é um dos financiadores de Gilmar Mendes no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Foi solto por ele porque “muito embora graves, os crimes apurados na Operação Lava Jato e nas subsequentes operações foram praticados sem violência ou grave ameaça”.

16) Rony Hamoui.

17) Paulo Sérgio Vaz de Arruda.

18) Athos Roberto Albernaz Cordeiro.

19) Oswaldo Prado Sanches.

Quatro doleiros, enviavam dinheiro roubado pela quadrilha de Sérgio Cabral para o exterior. Todos soltos por Gilmar Mendes no dia 1º de junho porque, segundo ele, “os crimes imputados aos quatro foram praticados sem violência ou grave ameaça e que os fatos alegados são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão”. 

20) Antônio Claudio Albernaz Cordeiro.  Também doleiro da quadrilha de Cabral – e, segundo revelou Cláudio Melo Filho, diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Albernaz Cordeiro recebeu R$ 1 milhão de propina, destinada ao ministro da Casa Civil de Temer, Eliseu Padilha.

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FHC também pediu caixa 2 a Odebrecht para o PSDB

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A política brasileira entrou no mato sem cachorro, diria um pensador das antigas. Na linguagem moderna o papo é reto: a casa caiu também para o PSDB. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o cacique tucano que ainda estava fora da vala comum da corrupção, é pauta dos noticiários políticos.

 

A Polícia Federal encontrou um pedido de doação de FHC à Odebrecht para financiar campanhas de dois senadores do PSDB em 2010, Antero Paes de Barros e Flexa Ribeiro. Somente o primeiro se elegeu. A revista Veja traz detalhes da negociata. O primeiro e-mail enviado a Marcelo é de 13 de setembro de 2010, com o assunto "pedido". Nele, Fernando Henrique diz que, recordando da conversa que tiveram em um jantar, envia um "SOS". "O candidato ao senado pelo PSDB, Antero Paes de Barros, ainda está em segundo lugar, porém a pressão do governismo, ancorada em muitos recursos, está fortíssima. Seria possível ajudá-lo? Envio abaixo os dados bancários", escreve FHC.

 

“O de sempre” - Marcelo Odebrecht responde que o ex-presidente pode ficar tranquilo. "Depois aproveito, e lhe dou o feedback dos demais apoios e reforços que fizemos na linha do que conversamos", afirma. Em outro e-mail, de 21 de setembro do mesmo ano, com o assunto "o de sempre", FHC pede perdão pela insistência e volta a pedir ajuda financeira - desta vez para Flexa Ribeiro, candidato ao Senado no Pará. "Ainda há tempo para eles alcançarem, no caso na verdade é manterem, a posição que os leva ao êxito." Odebrecht diz que já contatou Antero, que sabe que irão apoiá-lo. "Flexa não sei dizer, mas vou verificar", escreve. Na prestação de contas dos candidatos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não constam registros de doações oficiais da Odebrecht.

 

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STF manda pro TJ-BA inquérito que acusa Arthur Maia de receber propina da “Máfia do lixo”

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu enviar ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) um inquérito contra o relator da Reforma da Previdência, deputado federal Arthur Oliveira Maia (DEM-BA). A decisão foi do ministro Ricardo Lewandowski, baseada no entendimento firmado pela Corte de restringir o foro privilegiado de deputados e senadores apenas para crimes relacionados ao mandato.

 

Máfia do lixo - Maia foi acusado pelo Ministério Público Federal de receber um mensalinho de R$ 125 mil, proveniente de um esquema envolvendo uma empresa de coleta de lixo e a prefeitura de Bom Jesus da Lapa. A denúncia do suposto esquema da “Máfia do lixo” foi feita por um servidor estadual e líder do PTC em Bom Jesus da Lapa, Edimar Matheus de Oliveira. Há suspeita de superfaturamento e desvio de dinheiro público no contrato investigado.

 

Defesa de Maia - "Sou adversário político e não tenho nenhuma relação com o prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, que é o responsável pela contratação dos serviços de limpeza pública", se defende o parlamentar em Nota enviada à imprensa. Ele alega também que não conhece nenhuma das empresas envolvidas no processo de licitação para a coleta de lixo na cidade. Ainda segundo Maia, um jornalista divulgou o caso em um site local em junho de 2015 e um adversário político protocolou a denúncia. De acordo com o parlamentar, o responsável pela denúncia já fez uma retratação judicial em que admite não ter apurado as informações divulgadas.

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