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21 de Abril de 2018

Projeto de Lei aprovado por vereadores expulsa Prosegur de Eunápolis decretando o fim de 140 empregos

Os vereadores de Eunápolis estão tentando tapar o sol com a peneira ou cobrir a cabeça deixando os pés ao relento. Senão vejamos. Aproveitando-se da repercussão negativa daquele assalto cinematográfico contra a Prosegur, que expôs a precária estrutura das forças de segurança que atuam no município, os edis votaram e aprovaram na semana passada o Projeto de Lei 002/2018, proibindo o funcionamento no perímetro urbano de empresa de transporte e guarda de valores, dando 2 anos para a lei ser plenamente cumprida, caso ela seja sancionada pelo prefeito. E o que isso garante? Nada. Apenas que os 140 empregos da mão-de-obra da Prosegur estão ameaçados e que o município pode deixar de arrecadar o gordo ISS.

Nas cidades em que expulsaram empresas como a Prosegur, os bancos se tornaram os novos alvos das quadrilha especializadas nesse tipo de assalto com explosivos e farta munição. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. O problema não é a empresa de transporte e guarda de valores, mas a segurança pública que precisa ter inteligência capaz de prevenir assaltos como o que ocorreu recentemente em Eunápolis. E quando não conseguir evitar, que ao menos tenha estrutura, efetivo e armamento para enfrentar os criminosos de igual pra igual.

Expulsar investimentos, desempregar pais de famílias, não parece ser uma boa solução para o problema. A Prosegur não vai mudar a sede pro meio do mato e virar alvo fácil dos criminosos. Vai é fechar as portas. Será que os vereadores pensaram nisso antes de votarem? Mas ainda há o entendimento de que o PL seria inconstitucional, depois comentaremos a respeito.

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Policiais de Eunápolis e região foram premiados por redução do índice de homicídios

A Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 35, composta por oito municípios no sul e extremo sul da Bahia - Eunápolis, Itapebi, Belmonte, Itagimirim, Itabela, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Guaratinga – apresentou em 2017 redução de 17,5% de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), o maior índice de toda a região em 2017, representando a preservação de 53 vidas, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). 

Por conta do bom trabalho, a AISP 35 ganhou o Prêmio por Desempenho Policial (PDP) – premiação semestral paga pelo Governo do Estado às equipes policiais que conseguiram bater a meta de redução de ao menos 6% no número de crimes violentos letais contra a vida. Comparando o segundo semestre de 2017 ao mesmo período de 2016, a diminuição de mortes violentas foi de 36,1%, passando de 158 casos para 101. 

O comandante da 7ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Eunápolis), major Florisvaldo Ribeiro, esclareceu que para obter esses resultados foram realizadas ações de prevenção e combate ao tráfico de drogas nas zonas rural e urbana. “Inclusive, na 'Operação PETO Rural' intensificamos as rondas nas áreas de maior incidência e conseguimos uma boa resposta”, disse. 

O oficial ainda destacou que as atividades da ‘Ronda Escolar’, nas instituições de educação, auxiliaram no trabalho social, apresentando aos jovens a preocupação da polícia com a tranquilidade deles. “Isso nos ajuda a mostrar que estão seguros onde quer que estejam. Fizemos palestras de conscientização e prevenção, que nos aproximaram ainda mais da comunidade escolar”, ressaltou major Ribeiro. 

A inauguração de uma Base Avançada da Rondesp/Sul, em Eunápolis, ano passado, também contribuiu para que as demandas daquela área também fossem atendidas. Major Florisvaldo Ribeiro contou ainda que as ações conjuntas com a 23ª Coordenadoria de Polícia do Interior, foram indispensáveis para a elucidação dos homicídios cometidos. 

Já o delegado Moisés Damasceno, titular da 23ª Coorpin (Coordenação da Polícia Civil no Interior), destacou que mais de 80% dos casos de homicídios foram elucidados em Eunápolis no período. “Após as prisões de alvos prioritários, entre eles uma dupla responsável por pelo menos 20 assassinatos, os números de CVLIs despencaram”, disse orgulhoso o delegado, acrescentando que as análises estratégicas com foco na localização dos homicidas foram imprescindíveis para a redução do índice.

 

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Geraldinho Alves: Prosegur não traz insegurança só para os vizinhos, mas para toda a cidade

Eunápolis, no extremo sul baiano, com 115 mil habitantes, tem todos os fatores que colocam a cidade em situação de risco de grandes assaltos: fica na BR 101 com diversos pontos de fuga; tem um presídio estadual; 6 agências bancárias sujeitas a ataques; possui uma filial da Prosegur, empresa de transporte de valores e conta apenas com uma estrutura policial precária, com pouco efetivo e equipamentos obsoletos. 

O assalto a Prosegur no último dia 6 roubou também a tranquilidade de toda a população. Não foi um ato solitário que prejudicou somente a empresa e vizinhos. Foi um grande alerta que explodiu no colo da sociedade e já repercutiu no Legislativo municipal, com o projeto de lei do vereador José Ramos (PTC), que proíbe a instalação de empresas do setor de transporte de valores no perímetro urbano da cidade. Tudo indica que será travada uma longa batalha judicial, mas a tendência é os vereadores aprovarem a proibição.  

MEDIAÇÃO

A prefeitura tomou a iniciativa de forçar o diálogo com a empresa para exigir mais segurança nas instalações e servir de mediadora no conflito com os proprietários dos imóveis cujas estruturas foram atingidas pelas explosões durante o assalto. O subprocurador do município, o advogado Antônio Pitanga, vem conduzindo bem as ações nesse campo, mas a população precisa se engajar nessa causa ou nada vai adiantar. A Prosegur já disse que não pretende mudar a situação. 

PRESSÃO POPULAR 

A única força capaz de vencer o poder econômico da empresa nessa luta por uma cidade mais segura é a pressão popular. O povo nas ruas protestando, uma ação civil pública na Justiça tratando do caso e a sociedade se mexendo em prol da coletividade é o caminho a ser tentado. 

Por enquanto, a Prosegur e os clientes para quem trabalha não estão nem aí para a população, que se continuar achando que o problema é somente de quem mora perto vai acabar descobrindo tarde demais que segurança pública não é um problema isolado dessa ou daquela localidade, mas de toda a cidade. 

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

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Prosegur vira o jogo, bota culpa na polícia e ainda consegue liberação da nova sede em Eunápolis

O jogo virou a favor da empresa de transporte de valores Prosegur, que na quinta (15) teve a nova sede na estrada da Colônia embargada pela prefeitura e vem sofrendo pressão popular para pagar indenização dos imóveis prejudicados com as explosões no assalto do último dia 6.  

Em duas reuniões nesta sexta, 16 de março, provocadas por ação da prefeitura por meio da subprocuradoria jurídica, a empresa esclareceu alguns pontos ainda obscuros. Na primeira reunião, com participação do diretor jurídico da Prosegur Alexandre Canal; do subprocurador do município, Antônio Pitanga, e de prepostos da prefeitura, a empresa apresentou praticamente toda a documentação exigida para o funcionamento da nova sede. Após a reunião, o embargo foi retirado, mas a prefeitura justificou o recuo alegando que havia risco de desabastecimento de dinheiro nos bancos e comércio da cidade.

Em seguida, na segunda reunião, a diretoria da Prosegur recebeu proprietários de imóveis, comerciantes e moradores vizinhos prejudicados com os efeitos colaterais do assalto à sede antiga. O diretor jurídico da Prosegur deixou claro que a empresa só vai pagar os prejuízos a terceiros em caso de decisão judicial e ainda criticou a “falta de ação da polícia militar” em relação ao assalto (antes e durante) e a “demora do Samu” em socorrer os feridos após o cessar-fogo.

 

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