Menu
Banner Prefeitura TOPO
21 de Junho de 2018

Corrupção política e policial são obstáculos que Exército enfrenta no Rio, diz coronel

A intervenção militar no Rio de Janeiro “tem tudo pra dar errado”, é o que pensa o coronel Fernando Montenegro, da reserva do Exército, que comandou a ocupação do morro do Alemão, em 2010. Para ele, o general Braga Neto, designado interventor do Rio, tem pela frente como principais obstáculos a corrupção política e policial, o corporativismo e as sólidas bases criadas pelas facções criminosas no estado. 

Montenegro cita o exemplo da Polícia Militar que tem mais de 3 mil policiais efetivos cedidos à Assembleia Legislativa e atuando na estrutura burocrática da Secretaria de Segurança Pública, todos trabalhando longe das ruas. Ele lembra que o deputado estadual Paulo Melo (MDB), que está preso na Cadeia Pública de Benfica por corrupção, tem em seu gabinete 10 PMs como assessores.

“Há um total descaminho de policiais que podiam atuar nas ruas e se encontram em situação administrativa”, afirma o coronel Montenegro. “A Secretaria de Segurança Pública é outro excelente exemplo. Lá, 500 policiais militares exercem função burocrática na maior estrutura do gênero do país. Claro, todos preferem ficar longe das ruas, ganhando boas gratificações e a salvo”, ressalta o militar. 

CURRAIS ELEITORAIS

Ainda segundo o coronel, os chamados ‘donos de morro’ montam uma estrutura bastante sofisticada que se entranha pelas comunidades, determina a vida econômica local e serve de currais eleitorais para eleger políticos que defendem os interesses do crime organizado.

O CAMINHO DAS DROGAS

Montenegro aponta ainda os desafios geográficos enfrentados pelas Forças Armadas e pelas polícias federais que também devem dificultar o sucesso da missão do general Braga Neto. “Temos 17 mil quilômetros de fronteiras, muitos deles compartilhados com países produtores de drogas, como a Bolívia, a Colômbia, o Peru e a Venezuela”, lembra.

“Os Estados Unidos possuem apenas dois mil quilômetros de fronteira com o México e não consegue impedir o tráfico de pessoas e entorpecentes. Seria necessária uma ação integrada do Ministério das Relações Exteriores com os governos vizinhos nos planos estratégicos e operacionais.”

voltar ao topo
  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
  • E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  
  • Tel/Whatsapp: (73) 99814-6777