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26 de Maio de 2018

Quem mandou matar Ronaldo Santana fica sem resposta, Júri Popular absolve os 4 acusados de crime de mando. Advogados de defesa foram destaque

Depois de quase 21 anos, os 4 acusados da morte do radialista Ronaldo Santana - Paulo Dapé, Antônio de Oliveira, Valdemir Batista e Maria Sindoiá - foram absolvidos pelo júri popular. A sentença foi proferida pelo juiz Otaviano Sobrinho, nesta quarta-feira, 16 de maio, terceiro dia do julgamento no fórum Mário Albiani, em Eunápolis, local do crime. O que se viu foi um processo frágil sem elementos que comprovassem o envolvimentos dos acusados. A atuação dos advogados de defesa - Fabrício Frieber, Antônio Pitanga e Igor Saulo, todos de Eunápolis - foi destaque durante o julgamento, ao lado do notório criminalista Maurício Vasconcelos. Atuaram na acusação os promotores de Justiça Ariomar da Silva e Luiz Ferreira Neto. Agora o caso é página virada na história política da cidade e a pergunta indagando quem teria mandado matar o radialista vai continuar no ar, sem resposta.  

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Julgamento do caso Ronaldo Santana pode ser decidido nesta quarta em Eunápolis

Pelo ritmo que tomou, o júri popular do caso do assassinato do radialista Ronaldo Santana, que acontece no fórum da cidade de Eunápolis, onde o crime foi cometido em 1997, pode decidir o veredito nesta quarta-feira, 16 de maio, 21 anos depois. O julgamento começou na segunda-feira (14) e já cumpriu as etapas da defesa, depoimentos dos réus e da acusação, feita nesta terça (15) pelo promotor de Justiça Ariomar da Silva, designado pelo Ministério Público estadual há poucos dias do júri iniciar, após dois promotores indicados terem se declarado impedidos de participar do julgamento.

Os quatro réus são Paulo Dapé, que era prefeito do município à época do crime e três servidores comissionados do então governo municipal: Valdemir Batista Oliveira (atualmente vereador), Antônio Oliveira Santos (bancário aposentado) e a sacerdotisa Maria Sindoiá.

De acordo com o site Radar64, 14 testemunhas foram dispensadas pela defesa logo no primeiro dia do julgamento, pois, segundo o advogado de Paulo Dapé, Maurício Vasconcelos, elas não acrescentariam nada de relevante ao processo. Durante a tarde de segunda, os réus foram interrogados. Todos disseram que a morte do radialista seria de difícil solução, pois ele criticava e denunciava muita gente. A fase dos debates entre defesa ficou de ser concluída nesta terça. "Entendemos que a prova produzida não é suficiente para uma condenação, pois ela é duvidosa. Por isso, estamos confiantes no conselho de sentença", declarou Maurício ao Radar64.

No fim da manhã, os promotores Ariomar da Silva e Luiz Ferreira Neto pediram a condenação de Paulo Dapé como mandante e os outros três réus com participantes. A previsão é que o veredito seja pronunciado na quarta-feira (16). Para o promotor Ariomar da Silva, os réus atuaram na intermediação, pagamentos, empreitada do homicídio e outros foram os autores materiais. 

 

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Defesa alega que processo do caso Ronaldo Santana não tem provas para condenar os réus. Júri popular começa nesta segunda-feira

 

21 anos depois do assassinato do radialista Ronaldo Santana, os quatro réus - o ex-prefeito Paulo Ernesto Ribeiro da Silva (Paulo Dapé); Antônio Oliveira Santos (Toninho da Caixa); Valdemir Batista de Oliveira (vereador Dudu) e Maria José Ferreira Souza (Maria Sindoiá) - suspeitos de participarem da trama que resultou no crime de mando vão a julgamento nesta segunda-feira, 14 de maio. O julgamento acontece a partir das 8:30 horas no fórum de Eunápolis, presidido pelo juiz Otaviano Sobrinho, titular da 1ª Vara Crime da comarca local. O caso é cercado de contradições, reviravoltas e viés político. E também por diversos adiamentos do júri. Os advogados de defesa dos acusados garantem que não há provas para condenar nenhum deles e que o processo seria inconsistente.

Imagem relacionada

DAPÉ, DUDU, SINDOIÁ E TONINHO - FOTO: RADAR654

 

COMO FOI O CRIME - Ronaldo Santana trabalhava na rádio Jornal AM, que pertencia ao ex-deputado José Ramos e foi morto a tiros, ao lado do filho, Márcio Alan, por um pistoleiro que estava em uma moto acompanhado do piloto, na manhã do dia 9 de outubro de 1997, quando se dirigia a emissora para fazer seu programa matinal. A vítima era um radialista polêmico, muito crítico do governo Dapé. O crime chocou a sociedade eunapolitana. Paulo Sérgio Mendes Lima, que está preso, apontou o ex-prefeito como mandante e os demais réus como envolvidos. Depois mudou sua declaração dizendo que acusou Dapé e os outros sob pressão.  

 

Seja qual for o resultado do júri esta semana, salvo um fato inédito surgido durante o julgamento, a pergunta que certamente ficará sem uma resposta, ao menos convincente, para quem acompanha o caso é: quem realmente mandou matar Ronaldo Santana?   

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Júri do caso Ronaldo Santana deve ser adiado mais uma vez em Eunápolis

  • Publicado em Poder

Mais uma vez, o júri popular marcado para julgar o caso do assassinato do radialista Ronaldo Santana, ocorrido há 20 anos em Eunápolis, deve ser adiado por motivo de força maior. Desta feita, o Ministério Público estadual informou que o novo promotor designado para o caso, Davi Gallo, está impedido de comparecer nos meses de maio e junho devido a compromissos na Promotoria de sua titularidade. O júri estava marcado para 14 de maio e o juiz da vara Crime da Comarca local, Otaviano Sobrinho, terá que encontrar um novo promotor ou remarcar nova data.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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