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21 de Novembro de 2017

Janot chama novo diretor-geral da PF de “pau mandado”

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot rebateu, na noite de segunda-feira (20), as declarações do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, que havia afirmado durante sua posse que a investigação sobre a mala com R$ 500 mil entregue pela JBS ao ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, foi encerrada antes do tempo.

Segóvia afirmou ainda que "uma única mala" não daria a "materialidade criminosa" necessária para resolver se havia ou não crime, e que havia "interrogações" sobre a investigação.

"A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?", disse Janot, acrescentando: "O doutor Segóvia precisa estudar um pouquinho direito processual penal. Nós tínhamos réus presos. Em havendo réu preso –se ele não sabe disso é preciso dar uma estudadinha–, o inquérito tem que ser encerrado num prazo curto, e a denúncia, oferecida, senão o réu será solto. Então, nós tínhamos esse limitador. Ele é mesmo um pau mandado", disse Janot. 

O ex-PGR prosseguiu: "Não era um preso qualquer, era um deputado federal [Rocha Loures] que andou com uma mala de R$ 500 mil em São Paulo, depois consigna a mala [devolve à polícia]. Faltava 7% do dinheiro, ele faz um depósito bancário para complementar o que faltava e o doutor Segóvia vem dizer que isso aí é muito pouco? Para ele, então, a corrupção tem que ser muita, para ele R$ 500 mil é muito pouco. É estarrecedor." 

Janort reforçou ainda que todos os atos de investigação foram feitos a pedido da PGR, com autorização do Supremo e realizados pela Polícia Federal. "Ele está negando esse trabalho de excelência da PF em matéria de investigação", rebateu o ex-PGR, que acrescentou ainda que  a segunda denúncia contra Temer, sob acusação de liderar organização criminosa e obstruir a investigação, também foi embasada em relatório da PF.

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Inquérito das fraudes no hospital de Guaratinga tá demorando

O Inquérito Civil aberto pelo Ministério Público estadual (MP-BA) em Guaratinga, em agosto, para apurar as denúncias de fraudes nas internações hospitalares e cirurgias no hospital municipal Joana Moura ainda não foi concluído. Ao menos não se tem notícia da conclusão. 

O MP-BA apura se houve ou não improbidade administrativa supostamente praticada pela prefeita Christine Pinto; pelo secretário municipal de Saúde e pelo diretor do hospital, no que se refere a falsas declarações inseridas no Sistema de Autorização de internação Hospitalar - AIH. 

Segundo o vice-prefeito Ezequiel Xavier e matérias veiculadas pela TV Santa Cruz e sites regionais, mesmo fechado para reforma o hospital Joana Moura teria faturado AIHs contra o SUS com nomes de pessoas que sequer foram atendidas no hospital, inclusive com nomes de pessoas falecidas.

SESAB - A Sesab (Secretaria de Saúde do Estado) também fez uma auditoria no hospital para apurar as denúncias, ouvindo os envolvidos, mas ainda não informou o resultado.

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: janeiro de 2008
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