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19 de Agosto de 2018

Novo livro de Roberto Martins conta a história de Porto Seguro da Capitania aos dias de hoje

Destinado ao grande público pela atualidade do tema, o mais novo livro do jornalista, empresário e escritor Roberto Martins, ex-secretário municipal de Eunápolis, relata a formação e a evolução da então Capitania de Porto Seguro até os dias atuais. Fruto de pesquisa exaustiva, o livro não chega a ser uma obra acadêmica, mas discute as polêmicas que envolvem a chegada dos portugueses, rememora o povoamento primitivo da América, discute a intencionalidade do roteiro de Cabral, o local onde aportou e, finalmente, fala da prosperidade da Capitania em seus primórdios e o fim de seu primeiro donatário, Pero do Campo Tourinho, preso, processado, levado a ferros para Lisboa e entregue à Santa Inquisição, para ser absolvido (postumamente) apenas no ano 2000.

 

Por que Porto Seguro ficou esquecida por tanto tempo, para ser redescoberta apenas em meados do século XX? Por que a Capitania não se transformou em Província e futuro estado, como as demais? Quais as causas econômicas, políticas, geopolíticas? De onde partiram as primeiras entradas em busca do ouro e metais preciosos? Como evoluiu a história da Capitania, e a criação da ouvidoria e da comarca? Qual o destino do último donatário, submetido ao garrote?

 

As resposta se encontram no livro que mostra a transformação de esquecida Capitania num dos mais conhecidos destinos turísticos do Brasil; como se deu a exploração madeireira que destruiu a última grande reserva de Mata Atlântica; a implantação e o fim da Estrada de Ferro Bahia-Minas; o reinado da sociedade do automóvel com a construção a BR-101; o tombamento como Patrimônio Histórico; a chegada do turismo e a descoberta da região pelas artes. leitura obrigatória. O lançamento regional será no dia 30 de junho (sábado), no Marco do Descobrimento na Cidade Histórica, em Porto Seguro, a partir das 16 horas.

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EUA revelam os porões secretos da ditadura militar no Brasil: Ernesto Geisel autorizou execução de opositores do regime

  • Publicado em Brasil

Documento tornado público pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos mostra que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou que o Centro de Inteligência do Exército brasileiro (CIE) continuasse a política de execuções sumárias contra opositores da ditadura militar no Brasil adotadas durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, masque limitasse as execuções aos mais “perigosos subversivos”.

 

O memorando de 11 de abril de 1974, assinado pelo então diretor da CIA (serviço de inteligência dos EUA) Willian Colby e endereçado ao então secretário de Estado Henry Kissinger, afirma que o presidente Geisel disse ao chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) à época, João Baptista Figueiredo, que se tornou presidente entre 1979 e 1985, que as execuções deveriam continuar.

 

Segundo o documento, Geisel e Figueiredo concordaram que quando o CIE detivesse alguém que poderia cair na categoria de subversivo perigoso, o chefe do Centro de Inteligência do Exército deveria consultar o general Figueiredo que, por sua vez, deveria dar sua aprovação antes da execução. De acordo com o texto, Figueiredo insistiu na continuidade das execuções e Geisel fez comentários sobre os aspectos potencialmente prejudiciais da questão e pediu para refletir sobre o assunto no final de semana, antes de tomar uma decisão.

 

A publicação perdeu o sigilo em dezembro de 2015, mas o documento ganhou publicidade nesta quinta-feira por meio do professor Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nas redes sociais, onde divulgou o documento, o professor disse que "este é o documento mais perturbador que já li em 20 anos de pesquisa: Recém-empossado, Geisel autoriza a continuação da política de assassinatos do regime, mas exige ao Centro de Informações do Exército a autorização prévia do próprio Palácio do Planalto".

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ERNESTO GEISEL

O memorando relata que o encontro teria ocorrido em 30 de março de 1974 entre Geisel, Figueiredo e os generais do CIE Milton Tavares de Souza (então comandante do centro) e Confúcio Danton de Paula Avelino (que assumiria o comando do CIE posteriormente). Ainda segundo o documento, o general Milton Tavares de Souza afirmou, na reunião, que cerca de 104 pessoas que entraram na categoria de subversivos foram sumariamente executadas pelo CIE no ano anterior.

O texto revela que, no dia 1º de abril, Geisel informou ao general Figueiredo que a política deveria continuar, mas que era preciso assegurar-se de que apenas “subversivos perigosos” fossem executados. Os militares acertaram também que o CIE deveria dedicar quase todos os esforços ao combate da “subversão interna”.

Para Spektor, o memorando “é a evidência mais direta do envolvimento da cúpula do regime (Médici, Geisel e Figueiredo) com a política de assassinatos”.

O memorando de número 99 faz parte de uma série intitulada Foreign Relations of the United States (Relações Exteriores dos Estados Unidos) e documenta a história das relações dos Estados Unidos com a América do Sul entre 1973 e 1976.

Apesar de os EUA terem retirado o sigilo em 2015, o primeiro e quinto parágrafos do texto sobre a reunião permanecem sigilosos.

O documento original está arquivado no escritório do diretor da CIA em Washington. A transcrição está disponível online em um site do governo federal norte-americano.

Em nota, o Exército Brasileiro informou que os documentos que poderiam comprovar as afirmações foram destruídos, de acordo com norma da época que visava preservar informações sigilosas. "O Centro de Comunicação Social do Exército informa que os documentos sigilosos, relativos ao período em questão e que eventualmente pudessem comprovar a veracidade dos fatos narrados foram destruídos, de acordo com as normas existentes à época - Regulamento da Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS) - em suas diferentes edições".

FONTE: CORREIO

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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