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25 de Maio de 2018
GERALDINHO ALVES

GERALDINHO ALVES

Caminhoneiros seguem bloqueando as estradas, acordo do governo não atinge toda a categoria

O movimento de paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil está longe de ter um fim, apesar do governo Temer anunciar um acordo com a categoria. Duas grandes entidades - Associação Brasileira de Caminhoneiros e a União Nacional de Caminhoneiros - ficaram fora do acordo anunciado, que vai ter um custo de R$ 5 bilhões no bolso do contribuinte.

Enquanto isso, o desabastecimento se alastra no país. Começou a faltar não apenas combustíveis nos estados, mas também alimentos, medicamentos e produtos industrializados. Os Correios suspenderam o envio de mercadorias, as lojas de varejo também estão prejudicadas. O caos pode tomar conta dos serviços públicos que dependem de transportes nas cidades como coleta de lixo, por exemplo, serviços de ambulância e o policiamento com viaturas.  

 

Começa a faltar tudo nas cidades devido a greve dos caminhoneiros

Não apenas a falta de combustível começa a causar transtornos devido a greve dos caminhoneiros no Brasil pela redução do preço dos combustíveis, mas também o desabastecimentos de alimentos e produtos industrializados nos supermercados. Outro setor prejudicado é o de entregas, tanto nos Correios, quanto nas transportadoras que atendem lojas do varejo, virtuais e físicas. Até medicamentos começam a faltar. A aviação já começa a falar em cancelamento de voos, taxistas ameaçam parar, assim como ônibus intermunicipais e interestaduais. Enfim, o país mergulha no caos anunciado com cruel política de preços dos combustíveis e a perversa carga tributária. Basta!   

 

Protesto contra preços abusivos dos combustíveis interdita BR 101 em Eunápolis

Populares interditaram a BR 101, em Eunápolis, sul da Bahia, na manhã desta quinta-feira, 24 de maio, em protesto contra os preços abusivos dos combustíveis na cidade e região, aderindo a campanha nacional iniciada por caminhoneiros essa semana. Os manifestantes não tocaram fogo nos pneus, apenas empilharam. Eles pretendem ficar até o final da tarde. A Polícia Rodoviária Federal acompanha o protesto.

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Por que a CDL e o comércio de Eunápolis não investem mais no Pedrão?

Diante da indefinição sobre a realização ou não da tradicional festa junina do Pedrão em Eunápolis, a CDL está liderando um movimento do comércio eunapolitano cobrando a realização do evento, que em 13 anos teve 12 edições, sempre no final de junho. Logicamente, a diretoria da CDL está pensando na parte que favorece o faturamento dos lojistas, não importa o quanto o município seja penalizado. Mas a entidade bem que poderia pensar em mobilizar os empresários para bancar a maior parte das despesas da festa, que traz uma gorda receita para o setor. Contratar duas bandas de peso, por exemplo e bancar parte da estrutura. Investir para ter retorno. Do jeito que a entidade quer é mole: o povo banca a festa e ainda gasta no comércio. E o retorno na arrecadação direta (ISS e ICMS) também precisa ser comparado ao tamanho do investimento.  

Será que não estaria na hora de privatizar o financiamento do Pedrão? Veja o exemplo do carnaval de Salvador. Ao menos contar com 50% de patrocínio da iniciativa privada. A CDL parece que só quer o bônus e nenhum risco. Hoje, o Pedrão é realizado com quase 100% de recursos próprios, uma ajudinha da Bahiatursa e outra de alguma cervejaria, e só. Os recursos dos contribuintes investidos pela prefeitura quase não dão para manter a qualidade dos serviços públicos na saúde, educação, iluminação, limpeza, infraestrutura, entre outros. Resumindo: já está na hora de criar uma via de mão dupla entre a iniciativa privada e o poder público em Eunápolis, com a CDL saindo da contramão.

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus

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