Pano de fundo do barulho da APLB em Eunápolis é a política partidária

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Enquanto o governo municipal em Eunápolis se esforça visivelmente para atender a pauta dos professores referente a progressão de carreira, licença prêmio, enquadramento de carga horária, condições de trabalho nas escolas e reajuste salarial, o sindicato da categoria – APLB – prefere o barulho, protestos e a paralisação das aulas para chamar a atenção e pintar o governo como o vilão. Mas a história não é bem assim. 

Diálogo

A APLB se reuniu com a secretária de Educação, Cátia Sampaio e com o secretário de Gestão, Arnaldo Vianna, por diversas vezes esse ano, tendo quase todas as demandas atendidas, como o reajuste salarial de 4,52% a partir de novembro e a reforma das escolas, após uma reunião com a participação da prefeita Cordelia. 

Na gestão passada o diálogo entre governo e APLB foi mínimo por um bom tempo e muitas demandas da classe não foram atendidas. Há rumores de que demandas pessoais e familiares teriam sido atendidas, mas essa é outra história para se contar depois.  

Política partidária

O fato é que quanto mais o governo cede mais a APLB pede mais. É um saco sem fundo costurado pelo pano de fundo da política partidária eleitoral. Siga o texto e entenda por que. 

A presidente da APLB, Jovita Lima (na foto, ao lado da prefeita Cordélia e da secretária Cátia), é filiada ao PT e foi candidata a vereadora por diversas vezes pela sigla, sem sucesso. Desgastar o governo municipal que apoia ACM Neto para governador parece missão partidária da sindicalista, que nas eleições de 2022 será cabo eleitoral dos candidatos petistas a presidente e a governador, uma garantia de longa vida no controle do sindicato. 

E pode esperar mais uma candidatura a vereadora em 2024. Quanto mais barulho mais vitrine. Diálogo não dá ibope.   

Esta matéria está sendo republicada em defesa da liberdade de expressão, pensamento e opinião, um direito constitucional.