Secretária de Saúde de Eunápolis corre da sabatina na Câmara de Vereadores

Com cerca de 4 meses à frente da Secretaria de Saúde de Eunápolis, a enfermeira Márcia Quaresma desistiu de ir à tribuna da Câmara de Vereadores,  nesta quinta-feira, 8 de agosto, para uma missão impossível: explicar por que a saúde pública não funciona na cidade? Ela mesma pediu pra falar, mas o governo percebeu que seria um desastre. A justificativa para a ausência seria um compromisso em Salvador. Mesmo não comparecendo para uma boa sabatina na Câmara, a secretária ainda precisa explicar:

1 – Como e  por que a gestão do hospital Regional – não importa quem assuma – não consegue se livrar do loteamento político da unidade nem do pesado esquema que atua lá dentro desde o 1º mandato de Robério?

2 – A falta de controle do Regional implica em um atendimento precário e desumano, piorado com a explosão da demanda, resultado da ineficiência da atenção básica nos postos de saúde nos bairros;

3 – Nos 3 mandatos, Robério já nomeou 10 secretários e nunca a saúde funcionou 100%; 

4 – Com sucessivos fracassos no setor durante os 3 mandatos, o que se pode concluir é que Robério é o pior prefeito da história da cidade no quesito Saúde Pública;

5 – Os postos de saúde vivem sem médicos, sem medicamentos e sem materiais para procedimentos ambulatoriais que poderiam resolver problemas de saúde nos bairros mesmo;

6 – A UPA que Robério entregou como pronta no final do 2º mandato é até hoje a principal obra inacabada da Saúde da região;

6 – O trabalho das equipes de Saúde da Família não está resolvendo, os agentes de Saúde não estão atuando como deveriam;

7 – A fiscalização das despesas e do  funcionamento dos serviços é muito devagar por parte do Conselho Municipal de Saúde (que só este ano vem reagindo) e da Câmara Municipal, cuja Comissão de Saúde (Arthur Dapé, Cherubino e Luisinho), precisa atuar mais ou divulgar os trabalhos.

8 – Existem inúmeros problemas a resolver na saúde pública de Eunápolis e parece que a enfermeira Márcia Quaresma vai precisar de menos arrogância e de mais competência para encarar o desafio.

Importante: Os problemas da Regulação merecem uma matéria à parte diante do uso abusivo por  lideranças, vereadores e do próprio Executivo na marcação de consultas, exames e cirurgias como moeda eleitoral.