Com medo do povo maioria dos vereadores boicotam sessão em Eunápolis

Ao notarem que o público preparava uma manifestação ordeira e pacífica de protesto contra a situação precária da saúde e educação em Eunápolis, com faixas e cartazes, a maioria dos vereadores da base aliada do prefeito combinaram um boicote à sessão ordinária desta quinta, 8 de agosto. E a imprensa paga pela Câmara ainda atacou o público de forma covarde, sem ouvir os manifestantes. 

Pelo visto, o presidente Jorge Maécio e a base aliada do governo preferem o auditório vazio a ouvir o clamor da população, salvo quando é a favor dos interesses da Casa. O fato é que, depois de descansarem bem do recesso, os vereadores não foram à 2ª sessão ordinária, com medo do povo. Faltou quórum. O presidente Jorge Maécio encerrou a sessão com apenas 3 edis no plenário: ele, Jota Batista, Zé Miranda. Depois chegaram Arthur Dapé e Paulo Brasil. Os demais – nem todos – só apareceram após as 9:30 horas. 

Secretária de saúde deu ninja  

Logo cedo, circulou a informação de que a secretária de Saúde, Márcia Quaresma, desistiu de ir à tribuna da câmara, como ela mesma propôs na sessão passada, para a missão impossível de justificar as mazelas do setor. A desculpa foi um ‘compromisso’ em Salvador. Antes de Márcia, neste 3º mandato do prefeito Robério, já estiveram no comando da pasta Stella Souza (importada de Jequié), que saiu à francesa deixando a saúde complicada, e Rodrigo Kuada (importado de Teixeira de Freitas), que foi muito educado mas nada eficiente. Anova secretária é importada de Porto Seguro, já tendo comandando a saúde em Santa Cruz Cabrália por 1 anos. 

Agora cabe à Comissão de saúde da Câmara ter  firmeza para convocar a secretária para dar explicações pelas mortes de pacientes no hospital Regional, falta de materiais essenciais, falta de medicamentos e médicos nos postos, como é feito o controle do uso dos carros da saúde e outros questionamentos.

Regulação é moeda eleitoral

A enfermeira Márcia terá de explicar detalhes de como funciona a Regulação, uma vez que consultas, exames e cirurgias são priorizadas para vereadores e seus cabos eleitorais, além de agentes políticos do Poder Executivo. Isso sem nenhum critério legal e transparente como deveria ser e o SUS determina.   

Imagem da capa postada no grupo Avança Eunápolis, no Whats App