Operação Fraternos: 2 anos de impunidade

Prefeitos de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália aguardam, sob liminar, o desfecho da maior Operação de combate à corrupção realizada pela Polícia Federal no extremo sul da Bahia.

Robério, a esposa Cláudia e o irmão dela Agnelo estão proibidos de deixar o País, com os passaporte retidos. O inquérito do PF já foi concluído e está no Ministério Público Federal, sob segredo de justiça, em Brasília, aguardando o desfecho. Rumores não oficiais apontam que prisões foram pedidas no inquérito, entre agentes políticos, servidores e fornecedores.

Nesta quinta-feira, 7 de novembro, a Operação faz 2 anos. Ainda não houve 2ª fase, apenas intimações para depoimentos de suspeitos no envolvimento do que a PF chamou de “ciranda da propina”, que teria desviado verba pública em dezenas de licitações e contratos fraudados que somariam cerca de R$ 200 milhões.

Impunidade

A população está perdendo pouco a pouco a esperança de que haverá punição aos suspeitos. A demora favorece à obstrução da justiça com aliciamento de testemunhas, destruição de provas, construção de álibis, entre outros artifícios.

Os prefeitos foram afastados dos cargos por 5 meses, mas retornaram sob liminar. os 3 alegam que são inocentes. Robério em Eunápolis e o cunhado Agnelo em Cabrália afirmam que serão candidatos à reeleição.