Maurílio Fontes: “Hora das pesquisas qualitativas”

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Índices de pesquisas quantitativas são importantes, principalmente neste ano eleitoral de 2020, mas faltando praticamente oito meses para o Dia D (4 de outubro) as aferições qualitativas são importantíssimas para a estruturação das estratégias das pré-campanhas majoritárias. 

Pelo custo mais elevado do que as quantitativas, as pesquisas qualitativas nem sempre são prioridade para os núcleos dirigentes das campanhas. 

Grande erro estratégico que poderá custar muito caro lá na frente.  

Empurrar decisões com a barriga e o famoso “depois a gente faz” são os primeiros passos para a não profissionalização das campanhas.

Sem a realização de pesquisas qualitativas as campanhas se transformam em voos cegos, com chances reais de pequenos desastres no dia a dia, que, no acumulado, nos meses vindouros, poderão diminuir as possibilidades de vitória até de quem está na pole position.

Entender as percepções dos eleitores, as avaliações sobre os gestores atuais, se candidatos à reeleição ou não, compreender o humor dos cidadãos em relação à política local, mensurar os impactos da polarização nacional em nível municipal, com as particularidades especificas, entender a imagem de cada postulante ao Executivo, com pontos fortes e fracos, e validar ou não aquilo que os políticos pensam sobre si mesmos são objetivos de qualquer pesquisa qualitativa (grupos focais, no geral, entre 4 e 6 nas maiores cidades). 

Uma boa pesquisa qualitativa é ferramenta importantíssima para a formatação estratégica das campanhas majoritárias.

Por Maurílio Fontes, jornalista e especialista em Marketing Político.

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