Além dos R$ 200 mil da JBS Onix Lorenzoni também recebeu R$ 50 mil da OAS

Ex-executivos da OAS revelam que a empreiteira mantinha um esquema de doações indiretas por meio de empresas laranjas. A prática está sendo batizada de “Caixa 3”. As delações apontam que as empresas eram usadas para disfarçar doações nas campanhas eleitorais entre 2010 e 2014. Na verdade, essas doações eram troca de favores onde a contrapartida dos políticos se dava por meio de contratos superfaturados com governos, prefeituras e estatais.  

Nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral de 2010 a 2014, ao menos 13 empresas ligadas à OAS doaram um total de R$ 5 milhões para 40 candidatos.

Onyx Lorenzoni – Na lista dos beneficiados estão políticos de 12 partidos, entre eles o atual ministro-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que recebeu doação de R$ 50 mil da empresa Arcoenge em 2010. Onyx também confessou ter recebido caixa 2 da JBS depois de citado na delação de um diretor da empresa investigada na Lava Jato. Ele disse que o valor foi inferior a R$ 200 mil, valor citado na delação.  

Réu confesso – Em entrevista à RBS TV, em maio de 2017, Onix disse:

“Cabe-me, sim, com altivez, como um homem deve fazer, que assumi meu erro e pedir desculpas ao eleitor. A verdade tem que ser o caminho para o Brasil se reencontrar com aquilo que o Brasil quer, um Brasil limpo e correto, e quero dizer que essa responsabilidade será assumida diante do Ministério Público e do Judiciário”, afirmou. Onix Lorenzoni foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul em 2010, 2014 e 2018.