Baiôco, Ariana e Carlos Lero estão sendo observados pelas autoridades

Na possibilidade de assumirem ainda este ano as prefeituras de Eunápolis, Porto Seguro e Cabrália, com o iminente desfecho das Operações Gênesis e Fraternos, o vice-prefeito de Eunápolis Flávio Baiôco (Podemos), a presidente da Câmara de Porto Seguro, Ariana Felhberg (PR) e o vice-prefeito de Cabrália, Carlos Lero (PSC), estão sendo observados de perto pelas autoridades, que não querem trocar 6 por meia dúzia. Um dos fatores que pesa muito nas decisões judiciais de afastamento definitivo de prefeitos é a conduta dos nomes da linha sucessória.

Afinal, quem vai assumir a prefeitura precisa ser melhor do ponto de vista administrativo e criminal do que quem está saindo e também não pode ter nenhum conluio com o afastado. Tudo indica que os 3 estão passando na peneira da Polícia Federal e do Ministério Público. Baiôco e Lero chegaram a assumir o cargo por 5 meses e pelo que consta fizeram bem o dever de casa.

Em caso de reprovação na peneira, seria melhor deixar os denunciados completar os mandatos, seguir os processos criminais nos tribunais e esperar que os eleitores façam melhor escolha nas próximas eleições. Em Porto, o vice-prefeito Beto Axé Moi também corre risco de afastamento por ser denunciado na Operação Gênesis, o que passaria o comando da cidade para a presidente da Câmara, a próxima da linha sucessória. Ariana está no 1º mandato de vereadora.