Câmara de Vereadores no sul da Bahia é alvo de operação policial para combater fraudes em licitações

Foram 7 prisões e 11 buscas e apreensões até agora, além de intimações, em Ilhéus, Itabuna e Coraci. Os vereadores do sul e extremo sul podem botar as barbas de molho que a farra está acabando.

Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 15 de maio, a Operação Xavier, conduzida pelo Ministério Público estadual, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais e da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus(BA), em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, para reprimir crimes contra a administração pública, fraudes a licitações, contratos e lavagem de dinheiro, praticados entre os anos de 2011 e 2018 na Câmara de Vereadores de Ilhéus, sul da Bahia.

A operação contou com o efetivo operacional da PRF, reforçado no estado para potencializar o enfrentamento qualificado ao crime organizado, atuando nas divisas dos estados e nas regiões e corredores estratégicos, conforme informações dos setores de inteligência policial e de análise criminal.

Prisões

Na Operação Xavier, foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Ilhéus. Na ocasião, foram presos agentes públicos e empresários, envolvidos em organizações criminosas instaladas na Câmara de Vereadores de Ilhéus(BA) e responsáveis por operacionalizar múltiplos esquemas de corrupção naquela Casa Legislativa ao longo de sucessivas gestões.

Documentos maquiados pela Contabilidade

As investigações tiveram origem nas de indícios de reprodução na Câmara Municipal de Ilhéus dos esquemas fraudulentos evidenciados no Poder Executivo pela Operação Citrus do Ministério Público, que revelou o mecanismo de corrupção praticado por agentes públicos com o apoio de empresas de assessoria contábil e de licitações, contratadas para maquiar documentalmente a prática dos diversos ilícitos apurados.

Além da PRF, a ação contou com o apoio da CSI – Coordenadoria de Segurança Institucional e Investigação e do CAOPAM – Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa, de Promotores de Justiça do Estado da Bahia.