Intervenção militar no Rio fracassou e ainda pode ter fortalecido milícias

Apesar do Exército brasileiro ter passado grande parte do ano de 2018 atuando na segurança pública nas ruas do Rio de Janeiro, convocado pelo então presidente Michel Temer, réu em diversos processos por corrupção, o resultado da ação pode ser considerado um fracasso diante da expectativa. Não resolveu o problema da violência e ainda pode ter fortalecido a atuação das milícias nas comunidades na opinião de muitas vítimas dos milicianos.

Assassinato do músico

Depois da intervenção, já agora em 2019, soldados do Exército mataram a tiros de fuzil o músico Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, numa desastrosa abordagem realizada em abril por 9 militares: 1 tenente, 1 sargento e 7 soldados.

O carro do músico seguia numa área da Vila Militar, na zona oeste da capital carioca, com mais 4 pessoas, entre elas, uma criança de 7 anos, para um chá de bebê, quando Evaldo foi fuzilado pelos militares. De acordo com a perícia, o veículo levou 83 tiros.