Maurício Pedrosa seria o ‘jabuti’ dos ‘fraternos’ em Porto Seguro?

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Depois que Lívia Bittencourt queimou a largada com os evangélicos exaltando Lula e enchendo o tanque do PT com gasolina aditivada, o secretário de Relações Institucionais de Porto Seguro, Maurício Pedrosa, ficou animado e  começou a aparecer mais na midia como o suposto prefeiturável preferido do casal Oliveira.  

Mas quem conhece bem o prefeito Robério e a prefeita Cláudia sabe que Maurício pode ser no máximo o ‘jabuti’ para articular negociações políticas futuras. Essa estratégia é também chamada “colocar o bode na sala’.  

Não há chances reais do ‘jabuti dos fraternos’ ser cabeça de chapa em qualquer composição, por absoluta falta de bagagem para o cargo. Ainda é muito cedo pra ele, que ainda gosta de resolver os problemas de forma não convencional. Porto Seguro é um cidade cosmopolita, com mais de 150 mil habitantes e que dialoga com o Brasil todo e o mundo.

É muito diferente ter poder e popularidade ao mesmo tempo. Geralmente, quem faz o papel de ‘braço-direito’ favorece apenas os interesses da elite do grupo e desagrada a maioria da população. É por isso que as pesquisas apontam Maurício bem lá embaixo, desfazendo a ilusão de que ‘pagar cachaça dá voto’.

Melhor continuar apostando que o candidato dos ‘fraternos’ é o antigo parceiro do casal e vice-prefeito Beto Axé Moi. Isso num cenário sem a 2ª fase das operações Gênesis e Fraternos. Porque se a Polícia Federal for acionada pelo TRF1, tudo pode mudar radicalmente. Não restará pedra sobre pedra. 

Mas caso nada aconteça na esfera do Judiciário, o peso dos fraternos será o fiel da balança nas eleições 2020 em Porto Seguro. 

Ainda com a popularidade boa, a prefeita Cláudia também pode, vendo que não fará o sucessor dentro do grupo, preferir apoiar quem seguramente será próximo gestor. O improvável sempre acontece na política. 

Aguardemos.

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus