Novos ares na Câmara de Eunápolis, professores vão à tribuna protestar contra ato do prefeito

O prefeito Robério sentiu na pele o que é ter um Legislativo corajoso que atenda ao clamor popular. Com mais de 600 pessoas no auditório e mais uma quantidade do lado de fora, a sessão ordinária desta quinta-feira, 14 de fevereiro, na Câmara de Vereadores de Eunápolis foi histórica e inusitada.

Muito aplaudida, a presidente da APLB, Jovita Lima, subiu à tribuna para protestar diante dos vereadores e público em geral contra o Decreto do prefeito de Eunápolis aumentando a carga horária dos professores da rede municipal de 13 para 16 horas. O ato feito durante o recesso dos professores, levou a categoria a começar o ano letivo em greve.

VEREADORES

Os vereadores Arthur Dapé e Jota Batista foram duros em suas falas com o Poder Executivo, apoiando a causa dos professores. O vereador Jurandi Leite, presidente da Comissão de Educação da Câmara, também se manifestou favorável a uma solução do impasse. Jota Batista chegou a propor à Casa que colocasse a revogação do Decreto do prefeito em votação, uma vez que não passou pela Câmara. O presidente da Câmara, vereador Jorge Maécio, mostrou personalidade ao garantir que o Legislativo seja o mediador do impasse. Na semana passada, quando as trabalhos da Câmara foram retomadios, Maécio prometeu “defender os interesses do município”. 

DESFECHO

Depois da sessão, vereadores, APLB e 2 representantes do Executivo fizeram uma rápida reunião no gabinete da Presidência, para discutirem o desfecho da situação. Ficou decidido que o prefeito terá até o fim de semana para revogar o Decreto ou a Câmara colocará em votação a revogação, como prerrogativa do Legislativo, como propôs Jota Batista.

JOVITA LIMA – APLB / FOTO PAULO BARBOSA. DEMAIS FOTOS: BAHIA40GRAUS

Após se reunir com os edis, a APLB reuniu os professores na entrada da Câmara e foi votado o seguinte:

1 – A categoria voltará às aulas nesta sexta (15/2) para aguardar que o Decreto seja revogado pelo prefeito.

2 – Caso a situação continue, os professores voltam a entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira (18/2).

Lógico que professores, APLB, vereadores e a população em geral estão preocupados com os alunos. Eles não podem ser penalizados com a situação. Os professores, inclusive, já disseram que vão cumprir a carga horária integral do ano letivo, sem prejudicar os estudantes, dando todas as aulas previstas para 2019.