O Poder Judiciário não assusta mais os Fraternos no sul da Bahia

Enquanto oposicionistas e uma pequena parte da imprensa fazem alarde com a movimentação da pauta do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), na esperança de que a Justiça seja feita, os correligionários da clã que domina a política na Costa do Descobrimento no extremo sul da Bahia se apressam em dizer que o julgamento em pauta trata-se apenas de “embargo de declaração”, trâmite processual que não coloca em risco o mandato dos prefeitos de Eunápolis (Robério), Porto Seguro (Cláudia) e Cabrália (Agnelo).

Um contumaz defensor midiático da clã escreveu em sua rede social que o desfecho da Operação Fraternos pode levar até 8 anos, seguro de que os recursos protelatórios vão retardar o caso ao máximo. 

O clã dos Fraternos é conhecida na região pela relação amigável com o Poder Judiciário baiano e federal. Já não se assusta mais com a movimentação das dezenas de processos que o “cabeça” da clã e demais membros respondem nas duas esferas.

A denúncia mais grave foi feita pelo Ministério Público Federal na Operação Gênesis. Certamente está em sono profundo no berço esplêndido do TRF1. Claro que o clã se declara inocente, vítima de perseguição política etc e tal. Um dia saberemos. mas como dizia Ruy Barbosa: “Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada”. Tanto para os culpados, quanto para os inocentes, diga-se.     

O SEGREDO DO AGULHÃO

Quem prestar bem a atenção naquele vídeo do “agulhão” vai ver que a piada de mau gosto feita pela então deputada Cláudia não é nada diante do fato da presença de uma autoridade da Justiça baiana flagrada em trajes de banho na praia de Trancoso, bem à vontade na companhia do casal Fraterno. Cláudia era ré no TRE acusada de compra de votos. Durante a campanha de 2010, a Polícia Federal flagrou na cidade de Buerarema envelopes com santinhos de Cláudia e dinheiro. Ela foi absolvida.