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18 de Outubro de 2018

Moro libera delação onde Palocci diz que Lula sabia de corrupção na Petrobras

  • Publicado em Brasil

"Houve desonestidade em toda a estrutura do PT e dentre todas suas lideranças",diz o ex-ministro.

 

O juiz Sérgio Moro tornou público na segunda-feira (1º/10) de partes da delação premiada na qual o ex-ministro da Fazenda petista Antonio Palocci afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia dos esquemas de corrupção para desviar verba da Petrobras para o PT.

 

A divulgação, a menos de uma semana do 1º turno das eleições presidenciais, joga uma bomba no comitê de campanha de Fernando Haddad. No depoimento feito por Palocci à Polícia Federal em abril deste ano, há acusações variadas:

 

1 - As campanhas presidenciais do partido em 2010 e 2014 custaram na verdade, ele diz, 1,4 bilhão de reais, um valor bem acima do declarado à Justiça Eleitoral;

2 - Houve algum tipo de propina em 90% das medidas provisórias editadas pelos governos Lula e Dilma Rousseff;

3 - A exploração do pré-sal foi desenhada "para garantir o futuro político do país e do Partido dos Trabalhadores".

 

Ex-homem de confiança de Lula diz em um trecho: “O então presidente da República foi expresso ao solicitar do então presidente da Petrobras que encomendasse a construção de 40 sondas" para a exploração da reserva de petróleo na camada profunda oceânica, uma das maiores descobertas da história da Petrobras. Palocci descreve ainda que Lula sabia das nomeações de diretores da estatal e da partilha que os partidos da base aliada faziam dos cargos na empresa para usá-los como fonte de financiamento, base do esquema investigado pela Operação Lava Jato.

 

"(Palocci) diz que não se tratava de divisão de grupos honestos e desonestos, sendo que houve desonestidade em toda a estrutura dentre todas suas lideranças (do PT)", diz o trecho do documento.

 

Segundo o jornal espanhol El País, a decisão de Moro coloca o juiz de novo como protagonista na crônica política. O juiz de Curitiba, que condenou Lula à prisão e ainda tem nas mãos casos envolvendo o petista detido desde abril, decidiu solicitar a delação de Palocci justamente para embasar essa ação contra o ex-presidente. “Examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade”, escreveu o juiz em seu despacho.

Palocci está preso desde 2016, condenado a mais de 12 anos de detenção, também por corrupção, pelo próprio Moro. O ex-ministro de Lula tentou fechar um acordo de delação com a Força-Tarefa de procuradores da Operação Lava Jato no Paraná, mas não teve sucesso. Só quando o caso passou para a segunda instância, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região, TRF-4, é que Palocci tentou mais uma vez a colaboração premiada, dessa vez negociando diretamente com a Polícia Federal, uma modalidade muito menos comum.

Contenção de danos

Com a divulgação das informações nesta tarde, o PT partiu para a operação de contenção de danos, principalmente para reduzir o impacto na campanha de Haddad. A principal estratégia é reforçar o argumento de que Moro agiria com fins políticos ao divulgar o conteúdo das declarações de Palocci a menos de uma semana do primeiro turno.

"Moro divulga para imprensa parte da delação de Palocci. Não podia deixar de participar do processo eleitoral! A ação política é da sua natureza como juiz. Vai tentar pela enésima vez destruir Lula. Tudo que consegue é a autodestruição", afirmou no Twitter a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Internamente, a avaliação entre os assessores mais próximos de Haddad é que algum dano à candidatura do petista com a nova delação é inevitável. Isso porque ela deve ser utilizada por adversários em seus programas eleitorais. No entanto, eles lembram que durante todo o processo eleitoral a sigla tem utilizado o discurso de que Lula seria vítima de uma perseguição por parte de Moro e de membros do Ministério Público. Portanto, dizem, o impacto não deve ser grande. "Isso já está precificado", avalia um parlamentar da legenda.

 

A defesa do ex-presidente Lula, por sua vez, acusou Palocci de mentir em troca da redução da sua pena. "Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena – 2/3 com a possibilidade de “perdão judicial” - e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias".

 

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Nome de Lula para presidente no santinho é estelionato eleitoral. TRE-BA manda apreender

  • Publicado em Bahia

Atendendo denúncia da coligação de José Ronaldo (DEM), a juíza Carmen Lúcia Santos Pinheiro, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), determinou na quinta-feira, 27 de setembro, a busca e apreensão, no prazo de 24 horas, de todo e qualquer material de campanha que tenha o nome do ex-presidente Lula como candidato a presidente da República. Esse material está sendo distribuído em todos o interior da Bahia, até mesmo em comícios com a presença do governador Rui Costa (PT).   

 

Estelionato eleitoral

Conforme a denúncia, lideranças do PT, do PSB, do PSD e do PCdoB da Bahia estão distribuindo pelo interior do estado "santinhos" de candidatos a deputado tendo, no verso, o nome do ex-presidente Lula, que é ficha suja e está inelegível, como candidato a presidente da República. As cúpulas partidárias teriam conhecimento do fato, inclusive o governador Rui Costa (PT), visto que os santinhos também são distribuídos em eventos com a presença dele. O objetivo clara da estratégia é enganar o eleitor ainda desinformado para conseguir votos à base da mentira. Um ato de estelionato eleitoral vergonhoso.

 

A Polícia Federal em Vitória da Conquista e Teixeira de Freitas já apreendeu santinhos com o nome de Lula para presidente que estavam sendo distribuídos por candidaturas do PCdoB e do PT.  

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Nova decisão do STF proíbe entrevista de Lula e qualquer declaração pública

  • Publicado em Brasil

Depois de autorizada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, a entrevista que a jornalista Mônica Bergamo do jornal Folha de São Paulo faria com o ex-presidente Lula (PT), que está condenado na Lava Jato e preso em Curitiba-PR por corrupção, o também ministro do STF Luíz Fux proibiu, neste sábado, 29 de setembro, por meio de decisão liminar, a entrevista e qualquer declaração pública do ex-presidente, em qualquer meio de comunicação. Agora o plenário da Suprema Corte terá de votar o mérito.

 

LEIA A DECISÃO DE FUX NA ÍNTEGRA

“Defiro a liminar, ad referendum do Plenário, com fulcro no art. 4º da Lei n.º 8.437/92, para suspender ex tunc os efeitos da decisão proferida nos autos da Reclamação n.º 32.035, até que o colegiado aprecie a matéria de forma definitiva. Por conseguinte, determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral. Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência (art. 536, § 3º, do novo Código de Processo Civil e art. 330 do Código Penal). Intimem-se com urgência, por meio eletrônico ou outro que garanta máxima celeridade, a 12ª Vara Federal de Curitiba, o Superintendente da Polícia Federal no Paraná, a Empresa Folha da Manhã S.A., Mônica Bergamo e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Dê-se ciência à Procuradora-Geral da República. Publique-se. Intimem-se.”




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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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