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18 de Outubro de 2018

APLB fará nova greve em Itabela, bem no meio do ano letivo

APLB fará nova greve em Itabela, bem no meio do ano letivo FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

A queda de braço entre a APLB Sindicato dos Professores e a prefeitura de Itabela terá mais um round nesta quarta-feira (13), véspera do niver de emancipação político-administrativa da cidade, quando a entidade lidera mais uma paralisação, dessa vez reivindicando solução de problemas enfrentados pela categoria, como a regularização da Capremi (fundo de aposentadoria dos servidores); plano de carreira do magistério e pagamento dos repasses sindicais que foram descontados dos contracheques dos professores pelos gestores anteriores (leia-se Osvaldo Caribé e Júnior Dapé), mas não chegaram à conta da APLB, segundo um dirigente sindical.

Precatórios - Na verdade, segundo uma fonte ligada à categoria, a greve teria como pano de fundo a polêmica questão dos precatórios do Fundef, ainda correndo na Justiça, cujo desfecho vem frustrando a APLB. Uma decisão liminar de 1ª instância bloqueou parcialmente os recursos dos precatórios depositados na conta da prefeitura, mas alguns advogados acreditam que a decisão pode ser revertida, já que o município recorreu apontando contradição e obscuridade na liminar, o que levará o juiz a reexaminar a decisão, dizem os advogados da prefeitura.

Expectativa - O fato é que os professores acreditaram na expectativa criada, por diversas vezes - inclusive por alguns vereadores - de que o dinheiro dos precatórios chegaria rapidamente aos salários da categoria, mas a questão não era tão simples (a própria APLB sabia disso), devido ao entendimento do TCU, Ministério Público, MEC e TCM, que interpretam o pagamento aos professores com o dinheiro dos precatórios do Fundef como inconstitucional, passível de punição por improbidade administrativa contra o gestor.  

Alunos prejudicados - Enquanto o impasse continua, os alunos da rede municipal são os grandes prejudicados, com as aulas paralisadas. Eles acabam perdendo o ritmo dos estudos, terão que assistir aulas fora do calendário previsto para compensar os dias perdidos e se desestimulam. Até porque a greve parece ser planejada contra o ensino. Deveria ser realizadas durante a greve atividades extracurriculares, por exemplo, mobilizando as escolas. Os alunos não iriam ficar em casa ou nas ruas, ociosos. Os pais não teriam que mudar a rotina. Será que a APLB já pensou nisso? Ou será o dinheiro o único objetivo da carreira dos professores de Itabela? Particularmente, acho que não. Por isso, não custa pensar nos alunos.

 

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: Novembro de 2012
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