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25 de Abril de 2017

Pataxós não lembram mais de Galdino, índio que foi queimado vivo em Brasília por 5 estudantes

Há 20 anos, o pataxó Galdino era queimado vivo em Brasília por adolescentes brancos. Nas comemorações do Dia do Índio, em 19 de abril, nada a respeito foi lembrado. Só festa, confetes pra Funai e pros governos. Os criminosos nem foram presos.

O índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, foi queimado vivo quando dormia num ponto de ônibus da Avenida W3 Sul, em Brasília, na madrugada de 20 de abril de 1997. Em sua homenagem, o local passou a ser conhecido como Praça do Índio e ganhou uma escultura do artista Siron Franco. 

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Impunidade - Em 2001, quatro jovens que participaram do crime - Max Rogério Alves, Eron Chaves de Oliveira e Antônio Novely Villanova, de 19 anos; e Tomáz Oliveira de Almeida, de 18, - foram condenados a 14 anos de prisão, mas foram libertados em dezembro 2004. O quinto envolvido, Gutemberg de Almeida, era menor de idade e cumpriu punição de três meses numa instituição. 

Galdino chegou a ser levado para o hospital, com 95% do corpo queimados, mas morreu horas depois. Ele estava na capital para festejar o Dia do Índio. Naquele dia, chegou tarde à pensão onde estava hospedado e foi impedido de entrar. Sem opção, adormeceu no banco do ponto de ônibus. Os réus disseram achar que ele era um mendigo e alegaram ter feito "apenas uma brincadeira" ao despejar um litro de gasolina sobre o homem e atear fogo. Só foram localizados porque uma testemunha perseguiu o grupo e anotou a placa do carro. 

Em 2002, Tomáz, Eron e Antônio conseguiram autorização da Justiça para trabalhar. O benefício do regime semi-aberto foi concedido porque os condenados já haviam cumprido um terço da pena. A autorização era para que saíssem do presídio exclusivamente para trabalhar e estudar, mas uma reportagem do jornal "Correio Braziliense", publicada em 2003, mostrou Antônio, Max e Eron dirigindo, namorando e bebendo nos bares de Brasília. O semi-aberto foi revogado, mas, pouco depois, os estudantes voltaram a garantir o benefício. 

Antônio é filho do juiz federal Novely Villanova da Silva Reis. Max Rogério é enteado do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Valter Medeiros. Os pais de Eron e Tomáz eram funcionários públicos. Gutemberg deveria cumprir uma pena socioeducativa de três anos, mas a Justiça considerou a punição severa e botou o rapaz em liberdade.

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Advogado baiano eleito para o CNJ censura sites que publicaram denúncia contra ele

Eleito esta semana para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por indicação do Conselho Federal da OAB, o advogado baiano André Godinho não fez boa estreia. Segundo o jornal Tribuna da Bahia, ele responde a ação no Tribunal de Justiça da Bahia, acusado de levantar R$ 23 milhões em honorários, sem procuração, contrato ou autorização dos pescadores beneficiados, nos autos, num processo movido por estes profissionais do Recôncavo contra a Petrobras em decorrência de derramamento de óleo ocorrido na Baía de Todos os Santos no ano de 2009. O valor da causa foi de R$ 77 milhões. O imbróglio ganhou repercussão na imprensa estadual, mas o advogado conseguiu liminar ordenando a retirada da matéria dos sites Bahia Notícias e Bocão News.  

Repúdio - O presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), o jornalista Walter Pinheiro, disse ao Jornal da Metrópole, que a proi­bição da veiculação das notícias atenta contra a liberdade de imprensa e se caracteriza como censura prévia.  “Numa democracia, o Poder Judiciário não pode exercer essa censura - além do mais, prévia. Antigamente, havia a censura feita de forma violenta, com a retirada de publicações das bancas. Hoje fazem isso de ma­neira mais refinada, com essas medidas liminares. Houve um abuso, um excesso”, afirmou.

O jornal Tribuna da Bahia, publicou detalhes do caso. Clique no link abaixo para ler 

CLIQUE AQUI PARA LER MATÉRIA DO CASO DE ANDRÉ GODINHO   

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  • Jornalista Responsável: Carlos Geraldo Alves MTE/BA 4162 - Fundação: janeiro de 2008
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