Centrão prepara PEC unificando eleições em 2022, Maia é contra

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Apesar da cúpula do Congresso fechar acordo essa semana com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), definindo o adiamento das eleições municipais para 15 de novembro, um dos principais articuladores do chamado Centrão, senador Ciro Nogueira (PP-PI), está buscando apoio visando adiar as eleições municipais para 2022, unificando o pleito.

Mandatos prorrogados

Nogueira sugere a prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores atuais por mais dois anos. 

Justificativa do senador: essa seria a maneira mais garantida de diminuir os riscos causados pela pandemia do coronavírus, especialmente às pessoas do grupo de risco.

PEC no Senado

A iniciativa do líder do Centrão contraria o acordo anterior. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ficou de colocar em votação, na próxima terça-feira (23), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) adiando as eleições de outubro para novembro.

Contra

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já se manifestou contrário à proposta do Centrão. “Prorrogar mandatos significa uma fissura na Constituição e não será autorizado pela presidência da Câmara” disse Maia, no Twitter. 

Centrão – partidos

O termo Centrão surgiu no Congresso durante a Constituinte de 1988, entre um grupo que reunia parlamentares não esquerdistas nem de extrema direita. 

Hoje, tendo entre 200 a 250 deputados na Câmara, o Centrão é formado por PTB, PP, Solidariedade, PRB, PSD, MDB, PR, Podemos, Pros e Avante. DEM e PSDB também flutuam no Centrão em pautas afins.

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