Polícia faz balanço positivo do Carnaval de Salvador
Festa reuniu 11,7 milhões de foliões no Centro e na Orla, com apenas 0,003% de delitos registrados, segundo a SSP-BA. Não houve ocorrência de óbito violento durante 6 dias de folia. Um feito histórico, apesar de diversas cenas de violência entre foliões – socos, pontapés e chutes – durante a passagem dos trios elétricos.
Reconhecimento Facial captura 42 foragidos
O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) auxiliou na captura de 42 foragidos da Justiça, no Carnaval de Salvador.
A informação foi apresentada na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, durante coletiva de balanço da festa.
Entre os suspeitos flagrados (40 homens e duas mulheres) e com ordem judicial de prisão, estavam 2 envolvidos em homicídios, 13 relacionados a tráfico de drogas, 14 procurados por roubos, 3 ligados a furtos, entre outros casos. Em todos os casos, a ferramenta tecnológica indicou semelhança acima de 90%.
Os indivíduos foram conduzidos e passaram pelo processo de identificação presencial, em alguns casos com o recurso do Face Check (foto da palma da mão e comparação das impressões digitais), ferramenta usada em fase de teste.
“O Carnaval de 2020 confirma o nosso pioneirismo no uso de tecnologia de ponta em grandes eventos. Começamos com o Reconhecimento Facial na festa do ano passado e tivemos um preso. Na Micareta de Feira, nós alcançamos 33 foragidos e agora encerramos a folia de Salvador com 42 capturados”, comemorou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.
Número real de foliões
Pela 1ª vez na história do Carnaval de Salvador foi possível afirmar a quantidade mais próxima da realidade de pessoas nos circuitos Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Centro) e Batatinha (Centro Histórico). A contagem foi realizada pelo Sistema de Reconhecimento Facial, que também confirmou uma grande migração do público para o circuito orla.
No total foram 11,7 milhões curtindo a festa entre quinta (20) e a quarta-feira de cinzas (26). Desses, 6,9 milhões de foliões se concentraram nos bairros da Barra e Ondina. No circuito Osmar (Centro) foram 3,4 milhões e no Batatinha (Centro Histórico) 1,4 milhão..
“Se pegarmos o número geral de público e fizermos uma conta proporcional à quantidade de ocorrências, temos 0,003% de vítimas de delitos. É muito pouco levando em consideração uma festa de rua, com locais apertados, uso excessivo de álcool e, em alguns casos, de drogas ilícitas”, comentou Barbosa. Ele acrescentou que a ausência de morte na festa tem de ser exaltada.
Ocorrências e produtividade
O Carnaval de Salvador terminou sem registro de morte violenta nos três circuitos. Não houve também latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão dolosa seguida de morte. As tentativas de homicídio tiveram queda de 70%. Foram 3 casos computados este ano, contra 10 registros em 2019.
Nos 6 dias de festa, 3.110 suspeitos foram conduzidos aos postos policiais instalados nos circuitos, resultando nas prisões em flagrante de 52 criminosos. Nas Centrais de Flagrantes, a polícia contabilizou ainda 5 registros de armas brancas apreendidas.
Durante a folia, 9 casos de importunação sexual foram registrados, um de homofobia, 2 de racismo, 157 roubos (121 em 2019), 1.090 furtos (891 em 2019) e 120 lesões corporais (118 em 2019).
Fotos: Camila Souza/GOVBA