O tradicional jornal Estadão (O Estado de São Paulo) estampou a manchete fatal: “Compra de respiradores. Gonet cita indício de crime de Rui Costa (PT) em contratos na Bahia”. Rapidamente, viralizou e acertou em cheio a candidatura de Rui a senador pela Bahia.
O ministro petista agora respira por aparelho na UTI midiática da sucessão estadual, certamente, vítima de fogo amigo. A denúncia requentada foi publicada na segunda-feira, 4 de agosto. E causou abalo.
Segundo o Estadão, o Procurador Geral da República, Paulo Gonet, citou indícios de envolvimento do ministro da Casa Civil, Rui Costa, em crimes praticados na compra de respiradores quando ele era governador da Bahia, durante a pandemia de covid.
O rombo seria de mais de R$ 1,6 milhão que o empresário que fez a delação premiada disse ter pago de comissão a um intermediário do governo da Bahia. E agora?
Defesa de Rui
Em nota oficial, a assessoria de Rui Costa disse que a PGR não apresenta nenhum novo elemento acusatório, não atribui qualquer tipo de prática ilegal ao ministro Rui Costa, nem propõe qualquer responsabilização dele. “Além disso, cabe reiterar que o desejo de Rui Costa é pela maior celeridade possível no andamento do processo, razão pela qual sua defesa tem colaborado de maneira ampla e irrestrita com os órgãos de investigação e o Judiciário”, diz ainda a nota.
Mas o Estadão afirma que a PGR quer reabrir o inquérito do STJ. Para o caso voltar a andar terá que ter uma decisão do STF.