Interditado na véspera da abertura do Carnaval de Salvador, o Camarote 305 é apontado pelas investigações da Polícia Civil como um dos meios utilizados por um grupo suspeito de lavar dinheiro oriundo da exploração ilegal de rifas na internet.
Desde o sábado (14), o espaço passou a ser utilizado pela polícia como ponto estratégico de observação da folia no circuito Dodô (Barra/Ondina).
O camarote pertence ao influenciador Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305. Nas redes sociais, ele se apresenta como youtuber e criador de conteúdo. Os ingressos vendidos para o espaço variavam entre R$ 927 e R$ 1.108. O passaporte para todos os dias de festa custava R$ 4,8 mil. Ele foi preso em flagrante na quarta-feira (11), na região de Busca Vida, por posse de arma de fogo e munições de uso restrito e não permitido, segundo a Polícia Civil.
Um dos advogados de Diogo também foi alvo de busca e apreensão após tentar acessar remotamente um celular que havia sido apreendido durante a Operação Falsas Promessas 3. Ele foi preso em flagrante por tentativa de obstrução da investigação. As duas prisões foram convertidas em preventivas.
De acordo com as investigações do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), o camarote estava registrado em nome do advogado do suspeito. O empreendimento, assim como outras empresas de fachada identificadas pela polícia, seria utilizado para lavar recursos obtidos com a venda de rifas online.
O delegado Fábio Lordello, responsável pelo Draco, informou que as apurações sobre as conexões financeiras das empresas seguem em andamento.