Neste domingo, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Bahia40graus traz alguns dados relevantes para uma reflexão sobre a data.
As mulheres representam cerca de 51,5% da população brasileira, segundo o IBGE. Mais de 50% dos lares do país são chefiados por mulheres. Ainda assim, essa presença majoritária na sociedade não se reflete plenamente nos espaços de poder e decisão.
Representatividade política
No Congresso Nacional, a representação feminina ainda é reduzida. Dos 513 deputados federais, apenas 91 são mulheres, o que corresponde a só 18% da Câmara dos Deputados.
No Senado Federal, apenas 15 das 81 cadeiras são ocupadas por mulheres. No comando dos 27 estados do país, temos apenas duas governadoras – Raquel Lyra, em Pernambuco, e Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte.
Violência
Ao mesmo tempo, o país ainda enfrenta um cenário alarmante de violência de gênero. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Brasil registrou 1.518 feminicídios em 2025, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado na legislação. O levantamento também aponta mais de 80 mil casos de estupro por ano, sendo a maioria das vítimas meninas e adolescentes – números que reforçam a urgência de ampliar políticas de proteção, prevenção e combate à violência contra mulheres.
Política na Bahia e extremo sul
Em quase dois séculos de história da Assembleia Legislativa da Bahia, pela 1ª vez o parlamento baiano tem uma presidente mulher: a deputada estadual Ivana Bastos.
Mas na Costa do Descobrimento, no extremo sul do estado, nenhuma das 8 cidades tem uma prefeita e a única deputada estadual da região é Cláudia Oliveira.
Ainda na região, a cidade de Eunápolis se diferencia das demais com uma gestão que tem 6 mulheres ocupando secretárias municipais. Um fato inédito na política regional.
Pelo que constatamos, o espaço da mulher na política ainda precisa avançar muito na Bahia e no Brasil. E o país precisa frear a violência de gênero, urgente.