A matemática real da eleição de vereador em Eunápolis

O pré-candidato a vereador em Eunápolis precisa estudar bem suas chances reais de se eleger em 2020, agora com as novas regras eleitorais valendo, onde não há mais coligação e cada partido terá de se virar por si. Mais a questão das restrições de financiamento de campanha.

A matemática precisa ser aplicada, porque 2 + 2 nunca será 5. Cada partido terá no máximo 18 homens e obrigatoriamente 8 mulheres, podendo ter mais mulheres, diminuindo o número de homens. 

Os 13 vereadores preferidos do prefeito

O prefeito Robério ficou com os “grupo da morte”, que no futebol reúne as equipes favoritas e na política eunapolitana reúne os 13 vereadores da base aliada, que usarão toda a estrutura que tiveram nos 4 anos do mandato, além de contarem com a máquina pública e com o histórico de votos. 

A chance de um pré-candidato a vereador novato se eleger nesse grupo é muito pequena, quase nula, pois será apenas escada dos favoritos da panelinha do prefeito. Será um jogo de cartas marcadas. Basta fazer as contas.    

3ª Via sem chance

Na recém-criada 3ª Via, já foram anunciados 4 grandes partidos que vão reunir 3 vereadores com mandato buscando a reeleição, mais alguns pré-candidatos que já foram vereadores e são fortes também, além novatos com preferência no tratamento no grupo comandado pelo deputado Ronaldo Carletto.

Candidatos a vereador novatos na 3ª Via também serão usados como escadas para os preferidos das panelinha dos Carlettos e do ex-prefeito Neto Guerrieri, que também dá as cartas no grupo.

Oposição 

Já o time de pré-candidatos da prefeiturável Cordélia só traz um vereador com mandato, mesmo assim ele foi o último colocado em 2016, com 603 votos.  

Lá serão 3 ou 4 partidos, com pré-candidatos nivelados com média de no máximo 400/500 votos. Presumindo-se que o quociente eleitoral ficará em torno de 3.500 votos, a proposta da oposição oferece mais chance matemática de eleger vereadores do que o “grupo da morte” e a 3ª Via com suas panelinhas.  

Fazendo as contas

É bom levar em conta que tudo depende do desempenho eleitoral dos partidos para fazer quociente, que é o número de votos válidos dividido pelas 17 vagas na Câmara Municipal. Estimando-se 60 mil votos válidos, teremos um quociente eleitoral de pouco mais de 3,5 mil votos para cada vaga. 

Partidos fora dos 3 grupos podem sonhar com uma vaga? Com o fim das coligações essa resposta só as urnas em 2020 podem responder. 

Escolha certa 

A escolha é de cada um. Conversa bonita, contas de chegada, promessas, incentivo, tudo vai fazer parte do jogo. Mas a melhor das ciência nessa hora é a matemática. 

Disputar uma eleição sem chance de chegar nem na suplência é perder tempo e dinheiro. Faça as contas.

 

Por Geraldinho Alves, jornalista e editor do Bahia40graus