Bolsonaro dá posse a genro de delator de Lula como presidente da Caixa

O que uma coisa tem a ver com outra? Tudo, lógico. É isso mesmo que você tá pensando. Parece recompensa sim. 

Pedro Guimarães vai presidir a Caixa Econômica Federal. O banqueiro foi empossado nesta segunda 7/1 pelo presidente Jair Bolsonaro. Nada demais se o cara não fosse genro de Léo Pinheiro, ex-executivo da empreiteira OAS, uma das mais enlameadas na Lava Jato, inclusive por ter pago propina a políticos do PT e cia.

Condenado por Moro, hoje ministro da Justiça de Bolsonaro, Pinheiro deixou a cadeia quando assinou acordo de delação premiada afirmando que Luiz Inácio Lula da Silva era “proprietário oculto” de um apartamento triplex no Guarujá, no litoral paulista, e que teria recebido o bem como presente da construtora dirigida pelo sogro do hoje presidente da Caixa.

Registre-se que o imóvel em questão foi posteriormente leiloado para pagar dívidas da OAS com credores.

Embora o sogro tenha uma folha corrida deplorável, o genro tem um currículo respeitável:

1 – Sócio do banco de investimento Brasil Plural,

2 – Doutor em Economia pela Universidade de Rockester (EUA), especializado em privatizações.

3 – Mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro na gestão de ativos e reestruturação de empresas.

Mas 1 coisa é certa, não era isso que se esperava do Brasil acima de tudo.