Robério nomeia 4 ex-secretários da gestão do ex-prefeito Neto Guerrieri para “oxigenar” o governo

O prefeito de Eunápolis diz que é candidato à reeleição ignorando o alto risco de afastamento do cargo.

A demora da Justiça Federal em definir o desfecho das Operações Gênesis e Fraternos aumenta a sensação de impunidade junto à população. Agora, o prefeito de Eunápolis fala em tomar emprestado R$ 100 milhões da Caixa Econômica Federal para fazer da cidade “um canteiro de obras”, turbinando sua reeleição. O medo de perder a prefeitura em 2020 para o rival Paulo Dapé virou o grande fantasma do grupo político.  

Ignorando o alto risco de não terminar o mandato no desfecho das duas operações da Polícia Federal em andamento e ser afastado do cargo (pela 3ª vez desde que entrou na política), o prefeito de Eunápolis anunciou que será candidato à reeleição em 2020. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira, 31/1, na apresentação dos novos integrantes recrutados para “oxigenar” o governo:

Pedro Vailant, Júnior Bahia, Carlos Alberto Ferreira, Chico Vasconcelos, Zé Carlos e Valdiran Marques. 4 deles foram integrantes do 1º escalão do governo do ex-prefeito Neto Guerrieri, Valdiran, Zé Carlos, Jr Bahia e Ferreira.

A derrota eleitoral da filha de Robério de outubro do ano passado acabou sobrando para alguns assessores mais próximos, que tiveram o poder reduzido e foram colocados no banco de reservas.

Imprensa “maldosa” – No discurso, Robério dividiu a imprensa em “maldosa” e “bondosa”, se queixando das críticas recebidas. Ele disse que o publicitário Chico Vasconcelos, da campanha do “agulhão” de 2012 em Porto Seguro, vai cuidar da “inteligência” do governo. Chico é ex-sócio do supersecretário de Administração e Finanças, Luís Otávio Borges, apresentado no ato como quem “comete alguns pecados, mas cuida do dinheiro e planejamento”.

Por falar em dinheiro, Robério anunciou ainda que este ano fará a caríssima festa do pedrão, mesmo com os problemas crônicos na |Saúde e Educação.

foto: Tássio Loureiro;Via41