Saiba como políticos podem manipular uma pesquisa eleitoral

Comentário do jornalista Geraldinho Alves, editor do Bahia40graus.

Após o carnaval, as pesquisas eleitorais vão se tornar peças de pré-campanha. Os políticos contam com a magia dos números. Muitos vão usar pesquisas favoráveis mirando no voto útil.  

Intenção inconsistente

Mas ainda faltam mais de 7 meses para a eleição, muitos eleitores ainda podem mudar a intenção de voto conhecendo mais os candidatos. A intenção agora não é consistente como parece.  

Pouco confiáveis, as pesquisas eleitorais viraram um bom negócio para os institutos.  

Dá pra mexer nos resultados, como se edita um vídeo. Unir, descer, embaralhar. Usar a margem de erro no limite. Resumindo: dá pra montar uma pesquisa ‘ao gosto do freguês’.

Por que as pesquisas são feitas sem auditoria ou fiscalização. Dá pra imaginar a criatividade aplicada? Geralmente, políticos não contestam institutos. 

E cada instituto tem sua metodologia de trabalho, o modo de perguntar. Tudo influencia. 

Sob encomenda, institutos podem pesquisar até mais do dobro de questionários, preencher respostas sem ouvir o eleitor, fazer o diabo para agradar o cliente e baixar o moral dos adversários. 

Está na hora das pesquisas se tornarem transparentes. Mostrar quem são os profissionais de campo, os estatísticos, os sociólogos, o método de tabulação, a metodologia aplicada. 

Está na hora de fazer política com a verdade. Ou será que isso é impossível?

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