PMs são condenados por juri popular pelo assassinato dos professores em Porto Seguro

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O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira, 6 de maio, em Itabuna, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa pelo envolvimento no assassinato dos professores Álvaro Henrique e Erisney Silva, crime ocorrido em 2009 na cidade de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.

Mais de 37 anos de prisão

Somadas, as penas ultrapassam 37 anos de prisão para cada um dos réus, que vão cumprir a condenação em regime fechado. Pela morte de Álvaro Henrique, Sandoval Barbosa e Joilson Rodrigues receberam pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.

Já pelo assassinato de Erisney Silva, a Justiça fixou pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão para os dois condenados. O julgamento encerra um processo que se arrastava há 17 anos.

Agravantes

Na sentença, a Justiça considerou agravantes no homicídio de Álvaro Henrique, entre elas a invasão de domicílio durante a execução do crime e o fato de a vítima ter deixado um filho de apenas um ano de idade. O professor era presidente da APLB de Porto Seguro e liderava uma greve da categoria. Álvaro era conhecido pela atuação em defesa dos trabalhadores da educação.

Edésio Lima

Acusado de ser o mandante do duplo homicídio, o publicitário e ex-braço direito do prefeito de Porto Seguro à época do crime, Edésio Lima, não foi a julgamento por ter obtido dias antes um habeas corpus do Tribunal de Justiça da Bahia.

Expectativa

O resultado do júri foi acompanhado com expectativa por familiares, sindicalistas e integrantes da sociedade, que cobravam justiça há 17 anos, inclusive com protestos nas ruas. A APLB de Porto Seguro mobilizou uma caravam à Itabuna com 4 ônibus. 

Defesa

A defesa dos policiais militares afirmou, durante o júri, que o processo era frágil e carecia de provas concretas. Segundo os advogados, perícias realizadas em celulares, armas e outros materiais não comprovaram a ligação dos réus com o crime.

A defesa alega ainda que elementos importantes teriam sido ignorados na investigação. E destacou contradições em testemunhas e a ausência de provas técnicas essenciais, como autenticação de e-mails, análise de áudios e identificação de vozes. Os advogados também afirmaram que testemunhas importantes não foram ouvidas.

Bahia40graus / com informações do jornal A Região e blog Ozitv