A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro levantou a cortina e revelou que o clima na família Bolsonaro é de discórdia.
Os enteados não querem o protagonismo da madrasta, que conquistou um grande público, especialmente mulheres e evangélicos.
Com o chefe do clã preso, sem poder articular a política em ano eleitoral, a família está vendo o bolsonarismo perder o encanto.
A única narrativa que ainda sobrevive é o antipetismo, mas projeto para desenvolver o Brasil, que é bom, o bolsonarismo não tem.
A família vive de manipular o emocional de segmentos sociais, sobretudo, evangélicos conduzidos por pastores que negociam apoios.
O bolsonarismo também explora preconceitos, valores fascistas, pautas de comportamento, críticas à violência urbana e a demonização do comunismo, repertório básico da extrema direita.
Mas sempre mirando o interesse eleitoral e o empoderamento familiar do clã. Tudo isso, turbinado pelo falso conservadorismo de costumes (apelando para o tripé Deus, pátria e família), além de ataques sistemáticos às instituições democráticas, o desprezo pela ciência, o hipócrita discurso contra corrupção e a intolerância ao debate.