Índios são atacados pela PM em Brasília durante protesto pacífico

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22/06/21 – Balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e muita violência foram usadas pela Polícia Militar do DF e seguranças do Congresso para dispersar 700 índios que protestavam na Câmara Federal, em Brasília, nesta terça (22), contra o Projeto de Lei 490, que era votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto muda o Estatuto do Índio, propondo a retomada de reservas indígenas pelo governo federal, caso ocorra a “alteração dos traços culturais da comunidade”. A sessão da CCJ foi suspensa e adiada. 

Escudo humano

Parlamentares aliados à causa índigena montaram um escudo humano e conseguiram conter o avanço das tropas sobre os índios que realizavam seus rituais e cantos. Em seguida, vários parlamentares da oposição reuniram-se com os manifestantes. Eles criticaram a ação das polícias Legislativa e Militar e prometeram denunciá-las ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Bandeira ruralista

Para o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o PL 490 é uma bandeira ruralista e bolsonarista e, se aprovado, na prática vai inviabilizar as demarcações, permitir a anulação de Terras Indígenas e escancará-las a empreendimentos predatórios, como garimpo, estradas e grandes hidrelétricas. 

Foto de capa: Jornal de Brasília (AFP). Foto abaixo: CIMI

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