O consumo de álcool associado à condução de veículos automotores deixou 13.075 pessoas mortas no Brasil no período de um ano. O dado alarmante acende um sinal de alerta para as autoridades de trânsito. Os dados apontam que o país perde, em média, mais de 35 vidas por dia em tragédias causadas por motoristas e motociclistas embriagados. Um absurdo!
Jovens e motociclistas são as principais vítimas
Os relatórios de trânsito revelam que a combinação de bebida e direção afeta muito mais os motociclistas. Eles representam a parcela mais vulnerável nas vias urbanas e rodovias federais. Além disso, a maioria das vítimas fatais é composta por homens jovens, na faixa etária entre 18 e 34 anos.
O impacto econômico e social de acidentes com motos sobrecarrega o sistema de saúde pública (SUS) e a previdência social (INSS). Os custos médicos com o resgate, internação e reabilitação dos sobreviventes geram um impacto bilionário anualmente.
Fiscalização e a Lei Seca
Especialistas em segurança no trânsito alertam que, apesar do rigor da Lei Seca, a sensação de impunidade e a falta de fiscalização contínua em rodovias federais e estaduais, além de vias municipais, contribuem para a persistência do problema. O tema foi abordado neste domingo, 2 de agosto, no programa Fantástico, da TV Globo.
Punição
A punição para quem é flagrado dirigindo sob o efeito de álcool inclui multa gravíssima, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo. Nos casos em que a embriaguez resulta em acidentes com vítimas fatais, o condutor pode responder por homicídio culposo ou doloso, com penas de reclusão que variam de cinco a oito anos.
O trânsito no Brasil mata mais que muitas guerras em curso no mundo.